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Medo de fogos: o que fazer para acalmar o pet

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Cães têm grande sensibilidade a ruídos altos. Foto: Dea Tomas/Unsplash

Quando a noite de Ano Novo se aproxima, a assistente social Berta Oliveira já fica tensa ao pensar no medo que seus três cães, que têm entre 2 e 7 anos, sentem dos fogos de artifício, e no trabalho que ela tem para controlá-los. “Onde eu moro, há muita queima de fogos na virada de ano e meus cachorros ficam absolutamente desesperados, tremendo, querendo se esconder nos cômodos da casa. Eu e minha mãe os levamos para um quarto e ficamos com eles até que os barulhos cessem e eles parem de latir e ficar inquietos de um lado para o outro”, relata.

Os cães são conhecidos pela sua audição apurada – quatro vezes maior do que a audição humana. Daí a sua sensibilidade à exposição de ruídos altos, como explosões e estrondos que, em muitos casos, pode levá-los a mostrar sinais de medo e ansiedade.  E ouvir um barulho sem saber de onde ele vem, como no caso dos fogos, pode representar uma ameaça ainda mais assustadora para eles.

Suas reações a esses barulhos podemos ver facilmente: orelhas para trás, ansiedade, inquietação, paralisia, além de tentativas descontroladas de fugir ou se esconder. Outros sinais mais intensos também podem estar presentes, como salivação, taquicardia, vocalizações intensas, micção ou defecação, hiperatividade e distúrbios gastrointestinais. Todos esses sinais são indicativos de grande desconforto.

“Sendo assim, o barulho dos fogos se torna muito forte para eles, o que causa medo e, em alguns cães, pavor. Além do barulho o brilho dos fogos também pode causar pânico. Com os fogos os animais se sentem desprotegidos, vulneráveis e ameaçados”, explica a veterinária Andréa Cristina do Nascimento, da clínica Bichos & Rabichos, em Barra Mansa, e também colunista da seção “Fale com o Vet”, no portal Meus Bichos.

Se você notar que o bichinho fica angustiado quando ocorre explosão de fogos de artifícios, a veterinária orienta que o tutor se mantenha calmo, para que possa ajudar o animal: “Nós passamos as nossas emoções para os animais, então devemos agir naturalmente. Podemos oferecer a eles brinquedos ou seus alimentos preferidos, tentar distraí-los com um carinho. Mas, se eles preferirem se esconder, assegurem-se que estarão em lugares protegidos com janelas, cortinas e portas fechadas para evitar fugas e acidentes.”

“Em casos mais extremos, ainda existe a opção de enfaixarmos o cão para ele se sentir mais seguro (técnica de compressão conhecida como Tellington Touch). Mas não o corpo todo, somente áreas específicas como pescoço e tronco”, completa.

Dicas para acalmar seu pet

Passeio para relaxar. Horas antes da queima de fogos ocorrer, experimente levar o cão para uma caminhada. Isso pode ajudá-lo a se sentir mais sonolento e relaxado.

Dentro de casa. Se o seu cão vive no quintal, leve-o para dentro de casa durante a queima de fogos. Crie um espaço no local mais tranquilo da casa para seu cão se sentir seguro, coloque uma caminha, monte esconderijos. Disponibilize um abrigo, como uma toca ou uma caixa de transporte para ele se esconder.

Abafe o som. Feche as janelas, cortinas e portas para tentar abafar o som. Nunca leve o animal para assistir à queima de fogos. Mantenha-o seguro dentro de casa enquanto houver os ruídos de explosões. Procure estar junto com ele e acalmá-lo, lhe faça carinhos, dê petiscos e brinquedos.

Portão fechado. Certifique-se que os portões estão bem fechados. Estima-se que 1/5 dos desaparecimentos de cães se devem a sons muito altos, principalmente fogos de artifício e tempestades.

Medicamentos. Existem medicamentos, como tranquilizantes e sedativos específicos para animais, que ajudam a reduzir os quadros de pânico. Mas, se o tutor optar por fazer uso de medicamentos, deve procurar a ajuda de um médico veterinário para medicar na dose certa para o animal. Doses erradas podem levar o animal a paradas cardiorrespiratória e, consequentemente, à morte.

Música. Coloque alguma música relaxante ou ligue a TV para tentar abafar o som das explosões.

Agradecimento: Dra. Andréa Cristina do Nascimento, da clínica Bichos & Rabichos (Tel.: 24 3324-8618).