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Onça resgatada com queimaduras graves é solta no Pantanal

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Após mais de dois meses de tratamento, a onça-pintada “Joujou” retorna ao seu habitat natural. O felino foi resgatado em novembro do ano passado, no Pantanal, pela equipe do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) e veterinários da ONG Ampara Silvestre, com graves ferimentos devido aos incêndios na região, entre eles queimaduras em suas patas.

Após o resgate, o animal foi encaminhado para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres – Cras, em Campo Grande (MS).

A onça foi solta na Serra do Amolar – Pantanal, RPPN Acurizal, na última quinta-feira.
 
Conforme informações do CRAS, o felino está pesando 87 quilos e todas as queimaduras foram cicatrizadas. Com aproximadamente dois anos de idade, a onça é um macho e foi encontrada em companhia de outra, porém a segunda não sobreviveu.

Animal será monitorado

Antes de ser solta, a onça recebeu um colar com sinal GPS e VHF. Conforme explica o médico veterinário do IHP, Diego Viana, e coordenador do projeto Felinos Pantaneiros, com o colar a equipe do Instituto irá monitorar a eficácia da reintrodução do animal na Serra, a partir de análises do padrão de movimentação do animal. “Será a primeira vez que um processo completo de resgate em situações de incêndios, tratamento e soltura, será monitorado dessa maneira no Estado, o que colocará Mato Grosso do Sul como referência para a ciência e conservação no Brasil e no Mundo”, pontua.

O projeto Felinos Pantaneiros na Serra do Amolar, monitora desde 2016 aspectos ecológicos das onças-pintadas e pardas na região. Tanto a onça-pintada (Panthera onca), como a onça-parda (Puma Concolor), são animais da lista vermelha de espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção. Já a Serra do Amolar, foi classificada como área prioritária para a conservação da onça-pintada e faz parte da Jaguar Conservation Unit (JCU) 18, representando como habitat propício para a espécie.

Segundo o diretor do IHP, coronel Ângelo Rabelo, este momento de soltura da onça vai além da ação em si. “Apesar da forma perversa com que o fogo atingiu as áreas em 2020, conseguimos mostrar para o mundo que estamos comprometidos 100% com a missão da instituição, que é de preservar e recuperar o Pantanal, sempre com respeito a história e a cultura local. Inclusive a cultura dos animais”, conclui.

Fonte: Bonito Notícias