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Plataforma ‘Botos Amazônicos’ reúne dados sobre a espécie

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Boto cor-de-rosa. Foto: Alan Buchi/ICMBio/Reprodução

Com informações produzidas por pesquisadores de cinco países, ao longo de 20 anos, a plataforma “Botos Amazônicos”, que acaba de ser lançada, dispõe de um mapeamento detalhado da espécie. Os dados são relativos a 47 mil quilômetros de rios amazônicos e indicam distribuição geográfica, estimativa populacional, localização de terras indígenas e ameaças, entre outros elementos.

Disponível em inglês e com acesso gratuito, a plataforma tem o objetivo de colaborar com o planejamento de ações de conservação desse mamífero de água doce. Acesse no link: https://arcg.is/X1m49

Expedições fluviais

A iniciativa foi desenvolvida por um grupo de cientistas do Brasil, Peru, Colômbia, Bolívia e Equador. Chamado SARDI – South American River Dolphins Initiative (Iniciativa Golfinhos de Rio da América do Sul) -, o colegiado realizou expedições às bacias dos rios Amazonas e Tocantins-Araguaia, no Brasil; e Orinoco, na Colômbia, nos últimos 20 anos.

Através da plataforma também é possível fazer uma busca específica pelas espécies que habitam a região: boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis); o boto-tucuxi (Sotalia fluviatilis); o boto-boliviano (Inia boliviensis) e o boto-do-Araguaia (Inia araguaiaensis).

Principais ameaças

De acordo com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, atualmente, as maiores ameaças a esses animais são o garimpo ilegal, que contamina os botos com mercúrio e a pesca da piracatinga (Calophysus macropterus). Os pescadores usam a carne dos botos como isca e por isso eles são muito caçados por toda a Amazônia. O bycatch, a pesca acidental ou incidental, feita quando o animal não é o alvo principal da pescaria, também é outro grave problema para a conservação dos botos amazônicos.      

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) reconhece apenas duas espécies de botos na América do Sul: o boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis); e o boto-tucuxi (Sotalia fluviatilis). A iniciativa SARDI advoga pelo reconhecimento de outras duas espécies – o boto-boliviano (Inia boliviensis) e o boto-do-Araguaia (Inia araguaiaensis). Parte do trabalho do grupo é gerar informações para reforçar os argumentos em favor deste reconhecimento.  

Fonte: Instituto Mamirauá