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Tarântula-gigante-de-joelhos-brancos: ficha técnica e curiosidades

A espécie é pertencente à família Theraphosidae, a mesma das tarântulas. Fotos: Canva.com

A tarântula-gigante-de-joelhos-brancos (Acanthoscurria geniculata), também conhecida como aranha-geniculata, é uma das maiores e mais fascinantes aranhas do mundo. Com sua aparência e tamanho impressionantes – pode atingir até 20 cm de comprimento – e comportamento muito ativo, principalmente à noite, a espécie é pertencente à família Theraphosidae (tarântulas).

Classificação científica:

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Arachnida
Ordem: Araneae
Família: Theraphosidae
Gênero: Acanthoscurria

Nome científico: Acanthoscurria geniculata

Origem: Amazônia, Brasil.

Características: Apresenta listas brancas nos seus membros. Possui pelos vermelhos brilhantes que se destacam no preto do seu abdômen, tendo os pelos das costas e do abdômen urticantes. Como os demais aracnídeos, tem oito patas e duas fieiras, por onde sai a fibra que dá origem aos fios de seda de suas teias.

Tamanho: Até 20 cm de comprimento e 8-9 cm de altura.

Alimentação: Insetos, lagartos e pequenos roedores.

Comportamento: Agressividade moderada alta, é uma caçadora muito ativa. A espécie geralmente se aproxima do intruso antes de atacá-lo com sua mordida venenosa. Seu veneno, no entanto, não é perigoso para os humanos. Outra estratégia de defesa são os pelos urticantes que cobrem o seu corpo e, ao entrar em contato com eles, causam irritação na pele.

Reprodução: Ovíparos, podem colocar entre 50 a 200 ovos em um único saco de ovos. Durante o acasalamento, as fêmeas podem ser agressivas. Contudo, quando receptivas, tudo ocorre de forma pacífica.

Expectativa de vida: As fêmeas podem atingir até 20 anos. Os machos morrem por volta dos 4 anos.

A espécie tem listas brancas e pelos vermelhos brilhantes que se destacam no preto do seu abdômen

Curiosidades: São aranhas muito ativas principalmente à noite e se escondem em tocas subterrâneas durante o dia. Elas escavam suas tocas no solo, usando suas pernas fortes e mandíbulas para liberar a terra e criar um sistema de túneis e câmaras subterrâneas que lhes servem de abrigo.

A espécie não usa teias para caçar suas presas, mas a visão e olfato para detectá-las e atacá-las em movimento.

Essas tarântulas têm papel importante no ecossistema, pois ajudam a manter o equilíbrio e controlar populações de predadores menores. Elas também podem ser consideradas indicadores da saúde e bem-estar do habitat em que vivem. Se sua população diminuir, isso pode indicar um desequilíbrio ambiental local.

Muitos entusiastas de animais exóticos criam tarântulas como animal de estimação. No Brasil, criar aranhas é permitido desde que adquiridas em criadouros comerciais ou autorizados pelo Ibama.