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Caturrita: graciosa ave é uma das mais usadas nos tradicionais realejos

A caturrita foi e ainda é muito usada nos realejos. Fotos: Canva.com

É possível que você já tenha visto essa graciosa ave saindo do fundo de uma gaiola, com um bilhetinho da sorte no bico, enquanto um tocador de realejo – uma caixa musical artesanal – embala seu instrumento. A caturrita (Myiopsitta monachus), também conhecida como periquito-monge, catorra, miranha ou cocota, foi e continua sendo um dos pássaros mais usados nesta antiga tradição folclórica.

Nativa das regiões subtropical e temperada da América do Sul, a espécie é encontrada desde a Bolívia até a região central da Argentina, passando pelo Sul do Brasil – onde são muito abundantes. As caturritas medem aproximadamente 30 cm e tal qual seus parentes psitacídeos, são bons de fala e assobios.

Nome científico: Myiopsitta monachus

Origem: América do Sul.

Características: Medem 28 a 33 cm de comprimento. Têm penas verdes no dorso, que contrastam com a barriga, peito, garganta e testa em tom cinza. Possui bico pequeno e alaranjado. A plumagem do peito é escamada e nas asas e cauda suas penas são longas e azuladas. Possui três subespécies reconhecidas: Myiopsitta monachus monachus, Myiopsitta monachus cotorra e Myiopsitta monachus calita.

Comportamento: São aves gregárias, vivem em bandos de 15 a 20 aves, e não migratórias. Habitam áreas de florestas secas, mata de galeria, plantações e áreas urbanas. Os agricultores não costumam apreciar a presença de caturritas próximas a suas plantações, visto que são locais de alimentação para esta espécie, principalmente em milharais.

Essas aves da família dos psitacídeos vivem em bandos e são abundantes no Sul do Brasil

Alimentação: Frutos, verduras, legumes, sementes de arbustos e capins, flores e brotos.

Reprodução: Ocorre de julho a novembro. É a única ave da família dos psitacídeos que constrói seu próprio ninho, que é usado durante todo o ano (também para dormir ou como proteção). As demais aproveitam buracos em troncos e somente forram o local. Colocam cerca de 11 ovos por postura.

Estado de conservação: Não encontram-se em perigo. Embora sejam muito criadas como pet, sua aquisição deve ser feita em criadouros autorizados pelo Ibama.