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Briga de Cães: o que fazer e o que não fazer para intervir com segurança

Gritos e desespero apenas retroalimentam a tensão. Imagem: IA Google

A briga entre cães é uma das situações mais estressantes e perigosas que um tutor pode enfrentar. A reação imediata e instintiva é tentar separar os animais usando as mãos, mas esta é, na verdade, a atitude mais arriscada. Cães em estado de luta estão tomados pelo instinto e não conseguem distinguir o tutor do agressor, resultando em mordidas acidentais, mas graves, a quem tenta intervir.

Diante de um conflito, o primeiro passo do tutor é manter a calma e priorizar a própria segurança e a dos animais. A intervenção deve ser inteligente, focando em técnicas de distração e barreira física para quebrar o foco da agressão sem colocar o corpo em risco. A seguir, detalhamos o passo a passo seguro, com dicas do adestrador Ricardo Anselmo, para você saber exatamente como agir e, mais importante, como prevenir futuras ocorrências.

O que fazer na hora da briga

O principal objetivo é interromper a concentração dos cães no conflito, sem se envolver fisicamente.

Use barulho alto e repentino

A forma mais segura e eficaz de intervir é pelo choque sonoro.

  • Barulho de impacto: Bata duas panelas, chacoalhe uma lata com moedas ou use uma buzina. O som deve ser alto e repentino para quebrar o foco da luta.
  • O adestrador Ricardo Anselmo alerta: “O erro crucial é o pânico. O tutor precisa se lembrar que, naquele momento, ele é a única parte racional da equação. Gritos e desespero apenas retroalimentam a tensão. A intervenção deve ser distrativa e despersonalizada, usando um objeto ou som para quebrar o foco de luta e garantir a segurança de todos.”

Crie uma barreira de distração

Se o barulho não for suficiente, use um objeto para interromper o contato visual e físico.

  • Objetos seguros: Use uma vassoura, balde, lixeira, tábua ou almofada grande para colocar entre os cães.
  • Bloqueio visual: Jogue um pano ou cobertor sobre os cães. A perda de visão costuma desorientá-los, fazendo-os soltar a mordida.
  • Jato de água: Jatos de água fria (de balde ou mangueira) também podem ser usados para chocar os animais.

Técnica de último recurso (para mordidas que não soltam)

Esta técnica deve ser usada apenas em situações extremas, com cães maiores, para evitar ferimentos graves.

  • Puxe pelas patas traseiras: Segure as patas traseiras de um dos cães e levante-as, fazendo-o andar para trás como um carrinho de mão. Isso desequilibra o cão e faz com que ele perca a força, liberando a mordida. Use com extrema cautela e mantenha-se longe da boca.

O que não fazer em hipótese alguma

Nunca se coloque no meio do conflito.

  • Não use mãos ou pés: JAMAIS tente agarrar a coleira, o corpo do cão ou separá-los empurrando. O tutor será mordido acidentalmente.
  • Não grite com os cães: Gritos e um tom de voz alto apenas aumentam a tensão e a agressividade no ambiente. O barulho deve ser neutro e externo ao tutor.
  • Não bata ou agrida: Violência é ineficaz, só aumenta a raiva e pode tornar o cão agressivo com você.
  • Não puxe a coleira: Puxar o cão pode forçar a mandíbula a apertar ainda mais a mordida.

Após a briga: acalmar e prevenir

Depois de separados, a prioridade é o cuidado e a análise do que motivou o conflito.

1. Cuidados imediatos

  • Contenha e Isole: Coloque os cães imediatamente em cômodos separados por um tempo para que todos se acalmem.
  • Cheque os Ferimentos: Verifique se há mordidas ou sangramentos. Procure um veterinário imediatamente, pois mordidas são contaminadas e infeccionam rapidamente.

2. Ações de prevenção a longo prazo

A briga é um sintoma. A solução definitiva é identificar o gatilho.

  • Separe recursos: Se a causa for disputa por comida ou brinquedos, alimente os cães em locais separados e garanta que cada um tenha seus próprios itens de valor.
  • Reforço positivo: Promova associações positivas entre eles após o período de calma (passeios supervisionados juntos, petiscos dados ao mesmo tempo, mas separados).
  • Busque ajuda profissional: Se as brigas forem recorrentes, consulte um adestrador ou veterinário comportamentalista. “A longo prazo, a única solução é identificar o gatilho da briga e trabalhar com reforço positivo e limites claros,” reitera Ricardo Anselmo.

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Por MB.

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