
Imagem: IA Google
O planejamento das férias exige atenção redobrada para quem tem animais. Afinal, viajar com pet ou decidir onde ele ficará requer organização para evitar estresse. Primeiramente, é fundamental avaliar o perfil do seu animal para garantir que ele esteja seguro e bem cuidado durante o período.
Escolha entre pet sitter ou hotel
Se o seu bicho não puder ir junto, a dúvida comum é: pet sitter ou hotel? Embora os hotéis sejam populares, o serviço de pet sitter tem se destacado como a opção mais humanizada e segura. A pet sitter cuida do animal dentro da própria casa dele, mantendo o território, os cheiros e a rotina intactos.
De acordo com o Dr. Antônio Carlos de Almeida, veterinário especialista em bem-estar animal, o estresse da mudança brusca de ambiente pode baixar a imunidade do pet. “Por isso, manter o animal em seu próprio lar com um profissional capacitado é, muitas vezes, a escolha mais saudável para evitar doenças psicossomáticas.”
Além disso, contar com um profissional treinado garante que pequenos sinais de mal-estar sejam percebidos rapidamente (vale lembrar que o mercado de pet sitters está crescendo e exige qualificação específica para quem deseja atuar na área).
O que deixar anotado para o cuidador
Independentemente da escolha, a comunicação precisa ser clara. Portanto, deixe um guia com:
- Contatos de emergência e do veterinário.
- Quantidade de comida e horários.
- Hábitos e objetos de conforto (paninhos, brinquedos).
- Comportamentos específicos do animal.
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Documentos obrigatórios para viagens nacionais
Para viajar com pet dentro do Brasil, as regras são estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Os documentos exigidos para cães e gatos em aviões e ônibus são:
- Atestado de saúde: emitido por um médico veterinário privado, com validade de 10 dias após a emissão.
- Carteira de vacinação: deve comprovar a vacina antirrábica (aplicada há mais de 30 dias e menos de um ano).
- GTA (Guia de Trânsito Animal): obrigatória apenas para animais de outras espécies (aves, coelhos, répteis). Cães e gatos são isentos dessa guia em território nacional.
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Regras para transporte aéreo e rodoviário
Se você optou por viajar, o meio de transporte exige preparo. No carro, o uso do cinto de segurança pet ou da caixa de transporte é obrigatório por lei. Além disso, o animal nunca deve ficar com a cabeça fora da janela, pois isso pode causar lesões.
O Dr. Antônio Carlos de Almeida reforça: “A viagem deve ser prazerosa para todos. Planejar a saúde e a documentação com pelo menos 30 dias de antecedência evita imprevistos e garante que o animal suporte bem o deslocamento, seja ele curto ou longo.”
Nas companhias aéreas, cada empresa tem sua própria regra de peso e dimensões para a caixa de transporte (chamada de kennel pelas companhias). Já nas viações rodoviárias, o pet deve viajar dentro da caixa, e muitas empresas limitam o número de animais por ônibus para garantir o conforto de todos.
Cuidados práticos: alimentação e paradas
Para quem decide viajar com pet de carro ou ônibus, a rotina de alimentação deve ser ajustada. O ideal é que o animal faça a última refeição cerca de 3 a 4 horas antes da partida, para evitar enjoos e vômitos durante o movimento. A água, porém, deve ser oferecida em pequenas quantidades durante todo o trajeto.
Além disso, as paradas são obrigatórias:
- Pausas para necessidades: No carro, pare a cada 2 horas em locais seguros. Use sempre a guia antes de abrir a porta para evitar fugas.
- Xixi e cocô: Estimule o pet a caminhar um pouco para que ele relaxe e consiga fazer as necessidades.
- Temperatura: Nunca deixe o animal sozinho dentro do carro fechado, mesmo que por poucos minutos, devido ao risco de choque térmico.
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O que fazer se o pet passar mal?
Mesmo com cuidados, alguns animais sofrem com o balanço do veículo. Se o pet começar a babar excessivamente, ficar ofegante ou vomitar, pare o carro em um local sombreado e aguarde ele se acalmar.
O Dr. Antônio Carlos de Almeida reforça: “Nunca medique seu animal por conta própria para viajar. Remédios para enjoo ou calmantes devem ser prescritos pelo veterinário, pois a dosagem errada pode ser perigosa.”
Em resumo, viajar com pet ou planejar sua estadia segura exige tempo e dedicação, mas o resultado é a tranquilidade de saber que seu melhor amigo está protegido. Seja na estrada ou sob os cuidados de uma pet sitter qualificada, o foco deve ser sempre o bem-estar e a manutenção da rotina do animal. Com os documentos em mãos e os cuidados práticos em dia, resta apenas aproveitar os momentos de descanso com a consciência limpa.
Por MB.
Fonte de pesquisa: Informações baseadas nas normas oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
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