
A agressividade em gatos é um dos comportamentos mais desafiadores para os tutores, e muitas vezes é mal interpretada. Por exemplo, um gato que não gosta de colo ou reage a carinhos pode ser visto como “bravo” ou “anti-social”, mas essa percepção é um engano comum. Na verdade, a maioria dos comportamentos agressivos felinos não é uma questão de personalidade, mas sim uma forma de comunicação. É a maneira que o gato encontra de expressar medo, dor, desconforto ou irritação, principalmente quando não consegue evitar uma situação que o incomoda. Portanto, ao invés de rotular o animal, a chave é entender a causa por trás da atitude, o que é fundamental para construir uma relação de confiança.
Entenda a agressividade em gatos
Lidar com a agressividade em gatos exige paciência e observação. A abordagem mais eficaz é identificar os gatilhos, pois essa é a única forma de solucionar o problema na raiz. Em outras palavras, tente perceber o que acontece antes de o gato reagir de forma agressiva. Ele rosna ou se esconde quando você tenta pegá-lo no colo? Talvez a agressividade seja por causa de um toque em uma área sensível, como a barriga, ou de um movimento que o assusta. Além disso, uma consulta veterinária é sempre o primeiro passo, uma vez que a dor crônica ou alguma condição de saúde podem ser a causa. A agressividade em gatos, quando tratada, pode ser superada, permitindo que o convívio se torne mais harmonioso.
Agressividade por medo ou dor
Muitos tutores não percebem, mas o gato pode se tornar agressivo quando está com medo. O animal, por exemplo, pode não gostar de barulhos altos ou de visitas em casa e, assim, reagir de forma defensiva. Da mesma forma, a agressividade em gatos pode ser um sinal de dor, seja por um problema dentário, uma lesão na coluna ou uma doença crônica. Por essa razão, se o gato mudar de comportamento de repente, procure um veterinário.

O papel do veterinário na recuperação
Se a agressividade do seu gato for persistente, é fundamental buscar ajuda profissional. A primeira atitude deve ser uma consulta veterinária para descartar qualquer problema de saúde que possa estar causando o comportamento. Um gato com dor crônica, por exemplo, pode se tornar agressivo. O veterinário Ernani de Castilho, especialista em felinos, reforça a importância desse passo: “É essencial uma avaliação clínica completa para determinar a causa da agressividade em gatos. Muitos tutores ficam surpresos ao descobrir que um problema de saúde, como uma dor de dente ou uma lesão na coluna, é a origem do comportamento agressivo. Com o tratamento correto, o problema é resolvido”.
Gatos adotados e traumas
É muito comum que gatos adotados, principalmente os que vieram de abrigos ou situações de maus-tratos, manifestem agressividade. Nesses casos, o comportamento não é por maldade, mas sim uma resposta a um trauma passado. Esses felinos aprendem a associar o contato humano ou certos movimentos a experiências negativas. Portanto, a agressividade em gatos é um mecanismo de defesa, a única maneira que o animal encontra de se proteger.
Dicas para reconquistar a confiança
Reconquistar a confiança de um gato traumatizado exige tempo e dedicação. A principal dica é nunca forçar o contato. Deixe que o gato se aproxime de você por iniciativa própria. Use reforços positivos, como petiscos ou brinquedos, para que ele associe sua presença a coisas boas. Ofereça um refúgio seguro para o gato, como um cantinho com a caminha dele, e não tente retirá-lo de lá. Além disso, as brincadeiras diárias são uma ótima forma de fortalecer o vínculo e ajudar o gato a liberar a energia acumulada, melhorando a saúde mental.
Por MB.
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