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Metaspriggina: peixe mais antigo viveu há 505 milhões de anos

A descoberta do Metaspriggina foi notável para entender a evolução dos vertebrados.
Fotos: Reprodução

Metaspriggina é o fóssil do peixe mais antigo conhecido e que conserva detalhes incríveis das características faciais do animal.

A descoberta do Metaspriggina ocorreu em 2014, nas Montanhas Rochosas canadenses e foi notável para entender a evolução dos vertebrados. Trata-se do grupo de animais a que pertenceram os dinossauros, dos quais hoje fazem parte, dos ratos aos elefantes, e dos quais nós também somos membros.

Os primeiros fósseis de peixes do período Cambriano – compreendido entre há 542 milhões e 488 milhões de anos, quando a maioria dos principais filos animais se originou – são muito raros e mal preservados. No entanto, esses fósseis (foram recolhidos 44) têm estruturas oculares e nasais bem definidas e uma série de arcos excepcionalmente bem preservados perto da frente de seus corpos, que, segundo os cientistas, são evidências iniciais de mandíbulas.

Esses peixes eram nadadores ativos e viam o mundo através de um par de olhos grandes

A disposição dos músculos nos fósseis de Metaspriggina mostra que esses peixes eram nadadores ativos, não muito diferentes de uma truta. Eles viam o mundo através de um par de olhos grandes e sentiam seus arredores com suas estruturas nasais.

De acordo com os cientistas, essas criaturas viviam em um ambiente “dinâmico” em um antigo mar tropical perto do equador. Ao longo das eras, o fundo do mar – com seus fósseis – foi impulsionado para as Montanhas Rochosas canadenses, que conserva os mais ricos sítios arqueológicos do período cambriano.