Anuncie

(21) 98462-3212

Conheça cinco animais que vivem nos lugares mais quentes do planeta

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

Se enfrentar um calor de 40 graus já é desafio escaldante para os seres humanos, imagina ter que passar toda a vida em um ambiente de calor extremo, com temperaturas abrasantes?

Na natureza, muitas espécies de animais se adaptaram a tais condições e têm seus métodos para driblar o calor nas horas mais sufocantes do dia. Conheça cinco deles:

O verme-de-Pompeia vive agarrado às saídas de fumaça das fontes hidrotermais. Foto: Reprodução

Verme-de-Pompeia

Descoberto no início da década de 1980 ao largo das Ilhas Galápagos por cientistas franceses, o verme-de-Pompeia (Alvinella pompejana) é um poliqueta (classe de anelídeo que inclui cerca de 11.794 espécies de vermes aquáticos), tem cerca de 10 cm de comprimento e possui tentáculos semelhantes a guelras na cabeça, coloridos de vermelho pela hemoglobina.

Esta espécie vermiforme vive agarrada às saídas de fumaça das fontes hidrotermais (fissura nas crostas) das cadeias montanhosas do Oceano Pacífico. Fontes estas criadas a partir dos líquidos químicos expelidos a 300 graus Celsius que encontram as águas frias do mar.

O verme-de-Pompeia se adaptou para tolerar essas águas extremamente quentes (quase ferventes) que atingem uma temperatura de 80 graus. O fator mais fascinante desta espécie é seu comportamento de manter o corpo em duas temperaturas de calor diferentes.

A extremidade da cauda pode suportar um clima de até 80 graus, enquanto sua cabeça pode suportar uma temperatura muito mais baixa, em torno de 22 graus – e é aí que ele se alimenta e respira.

Esse fenômeno torna o verme-de-Pompeia o animal complexo mais tolerante ao calor conhecido pela ciência.

A formiga-prateada-do-Saara sai da toca na hora mais quente do dia. Foto: Wikimedia Commons

Formiga-prateada-do-Saara

Essas formigas necrófagas (que se alimentam de animais mortos que sucumbem ao calor) são capazes de suportar até 60 graus Celsius na superfície do deserto, tornando-as um dos grupos de insetos mais tolerantes ao calor extremo.

Na hora mais quente do dia, as formigas-prateadas-do-Saara (Cataglyphis bombycina) saem de sua toca por alguns minutos para forragear (buscar alimentos) enquanto seus predadores se escondem do sol .

Sua observação regular da posição do sol, a contagem constante de seus próprios passos e seu olfato apurado, permitem que esse inseto – considerado um dos mais rápidos do planeta – encontre rapidamente o caminho de volta para casa para evitar ser vítima de superaquecimento.

O diabo-espinhosos vive no Grande Deserto de Areia na Austrália. Foto: Pixabay

Diabo-espinhoso

No deserto australiano, mais especificamente no Grande Deserto de Areia, a água pode ser extremamente difícil de encontrar. Para lidar com esse problema, o diabo-espinhoso (Moloch horridus) desenvolveu uma pele que pode absorver água de forma impressionante.

A forma como as escamas do corpo desse réptil são estruturadas coletam o orvalho e o canalizam para os cantos da boca, onde o lagarto o bebe. Você pode ver a pele deste lagarto escurecer à medida que absorve qualquer líquido.

A saliência que cresce nas costas do réptil “diabo-espinhoso” funciona como uma cabeça falsa para confundir os predadores. Ao mesmo tempo, sua coloração mutante similar a de um camaleão, e seu corpo espinhoso dão ainda mais proteção a este pequeno lagarto, que se alimenta somente de formigas.

Este esquilo pode usar sua cauda grossa como uma espécie de guarda-chuva para combater o calor.
Foto: Wikimedia Commons

Esquilo terrestre do Cabo

O esquilo terrestre do Cabo (Xerus inauris) vive nas regiões áridas do sul da África, incluindo o deserto de Kalahari. Ele tem pele escura com uma pelagem feita de pelos curtos e duros. O pelo é castanho nas costas, enquanto rosto, barriga, laterais do pescoço e lados ventrais dos membros são brancos, e tem uma cauda grande e espessa.

Este roedor pode usar sua cauda grossa como uma espécie de guarda-chuva para combater o calor. Para termorregulação, eles sombreiam suas cabeças e costas com suas caudas. Sua toca serve para protegê-lo de temperaturas extremas na superfície, bem como de predadores. O esquilo terrestre do Cabo quase nunca bebe água, conseguindo se nutrir principalmente da água das plantas das quais se alimenta.

A gazela-dorcas pode passar toda a vida sem beber uma gota de água. Foto: Wikimedia Commons

Gazela-dorcas

A gazela-dorcas (Gazella dorcas) praticamente não bebe água ou urina. Na verdade, são capazes de passar toda a vida sem beber uma gota do líquido. Embora bebam água quando estiver disponível, esta pequena espécie de antílope pode obter toda a água de que precisa dos alimentos em sua dieta. A espécie vive nas regiões desérticas e semidesérticas do norte da África e sudoeste da Ásia, sendo, portanto, o único antílope que ocorre em ambos os continentes. Existe em quase todo o deserto do Saara.

Esses mamíferos são capazes de suportar altas temperaturas, mas quando o calor é extremo, procuram realizar suas atividades principalmente ao amanhecer, entardecer e à noite.

Essas gazelas se alimentam das folhas, flores e vagens de muitas espécies de acácias, bem como das folhas, galhos e frutos de vários arbustos.