Anuncie

(21) 98462-3212

Restam apenas 211 iguanas-rosa de Galápagos, aponta estudo

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
As iguanas de tons rosados ​​vivem nas encostas norte do vulcão Wolf, na Ilha Isabela, a maior das Galápagos. Foto: Reprodução

A Galapagos Conservancy e a Diretoria do Parque Nacional Galápagos (PNG) declararam as iguanas-rosa de Galápagos como “à beira da extinção” na ilha, de acordo com sua pesquisa recente. Segundo cientistas, restam apenas 211 desses animais.

Os resultados preliminares do primeiro censo abrangente mostraram que havia mais de uma centena desses lagartos de tons rosados ​​nas encostas norte do vulcão Wolf, na Ilha Isabela, a maior das Galápagos (o arquipélago possui 13 ilhas no total).

A iguana-rosa (Conolophus marthae), também conhecida como iguana-rosada, iguana-rosa e iguana-terrestre-rosa-de-galápagos, é uma espécie de réptil da família Iguanidae. Foi reconhecida pela ciência apenas em 2009 e declarada como uma espécie completamente separada das iguanas terrestres das Ilhas Galápagos e também é descrita como uma das mais antigas geneticamente. São nativas das pastagens secas e florestas caducifólias do Vulcão Wolf, possuem natureza diurna e terrestre.

Antes da pesquisa, sua população era calculada em cerca de 300-350.

“No censo, 53 iguanas foram localizadas e [temporariamente] capturadas, 94 % das quais vivem a mais de 1.500 metros acima do nível do mar”, informou o Parque Nacional de Galápagos (PNG), observando que sua estimativa atual do número da população atingiu 211.

A expedição de 10 dias também constatou que iguanas terrestres rosa estão prestes a desaparecer, não tendo nenhum exemplar jovem encontrado desde 2014. Isso gerou uma preocupação alarmante para os cientistas, suspeitando que predadores como roedores e gatos selvagens estão atacando os ovos e filhotes.

Espécie está restrita a um único local no mundo, o que a torna mais vulnerável.
Foto: Reprodução/Iguana Foudation

Para obter uma melhor compreensão dos comportamentos e ameaças da iguana-rosa, a pesquisa incluiu o posicionamento de uma série de armadilhas fotográficas perto do cume do Vulcão Wolf. Isso permite que os cientistas façam a cobertura das filmagens dos dias da expedição, que incluem um registro de um roedor que pode ter sido anterior aos ovos e filhotes da iguana.

Prioridade urgente de conservação

Danny Rueda, Diretor do PNG e Washington Tapia, Diretor de Conservação da Galapagos Conservancy disseram que salvar a iguana-rosa tornou-se uma prioridade de conservação urgente. Isso, principalmente, porque a espécie carece de exemplares juvenis na natureza e eles estão alcançando uma área geográfica limitada com uma área inferior a 10,9 km.

Seu hábito alimentar é herbívoro. Foto: Reprodução

“Estar restrito a um único local torna a espécie mais vulnerável, considerada pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) como criticamente ameaçada e, portanto, muitas ações urgentes são necessárias para garantir sua conservação”, disse Tapia.

Além dos predadores, as erupções vulcânicas e a competição com a iguana-terrestre-das-Galápagos  (Conolophus subcristatus) também são sérias ameaças à espécie. A viabilidade a longo prazo da espécie está em questão, portanto, a necessidade de um programa de reprodução em cativeiro ou algum tipo deve ser altamente considerada.

Ficha técnica da iguana-rosa:

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Família: Iguanidae
Gênero: Conolophus
Espécie: C. marthae

Nome científico: Conolophus marthae

Distribuição e habitat: Endêmica da ilha de Isabela, maior ilha do arquipélago de Galápagos, pertencente ao Equador. A iguana-rosa ocorre somente na encosta norte do vulcão Wolf entre 600 e 1700 metros de altitude, ocupando uma área regular de 25 km².

Características: Possui corpo atarracado e com cauda alongada. A espécie chega a medir pouco mais de um metro e a pesar 13 kg. Esses lagartos passam grande parte do dia descansando e tomando sol para favorecer atividades metabólicas.

Coloração: É definida pela cor de seu corpo, rosa com listras verticais pretas.

Hábitos alimentares: Herbívoro. Alimentam-se de folhas, frutos, flores e cactos. A espécie ajuda os ecossistemas com a dispersão de sementes e a manutenção de espaços abertos sem vegetação.