
Pássaro de pequeno a médio porte, originário da Austrália, o bavette – também conhecido como passarinho-de-garganta-preta – foi descoberto pelo ornitólogo e naturalista Inglês John Gould, em 1839. Esta ave de aparência encantadora, cujo nome popular vem do francês ‘babador’, possui três espécies distintas: cauda longa (Poephila acuticauda), cauda curta (Poephila cincta) e mascarado (Poephila personata). Estas se dividem em mais de 10 subespécies diferentes.
Distribuição: Ocorre naturalmente nas regiões de savanas e de campos abertos da Austrália, mas é internacionalmente comercializado como pássaro de estimação.
Características: O menor dos bavettes é o de cauda curta, com cerca de 10 cm de comprimento. O maior é o de cauda longa, que atinge 16 cm, em média. A cor padrão ou selvagem das três espécies é formada pela presença de eumelanina negra, pheomelanina e depósito de lipocromo dos bicos e pés (vermelho ou amarelo, dependendo da espécie), além do uropígio branco. Já as diversas mutações existentes aprimoradas atuaram em cima dos padrões melânicos. Uma curiosidade é que apenas os machos cantam. Já as fêmeas se diferenciam pela mancha no pescoço (babador) menor que a dos machos.
Temperamento: São aves muito sociáveis, vivem bem com outras espécies e não costumam se estressar com a presença humana.

Hábitos: Diurnos.
Alimentação: À base de grãos, sementes e ocasionalmente insetos.
Reprodução: O acasalamento ocorre no outono e na primavera. Os ninhos são construídos com grama, plumas, penas e sementes, ou simplesmente ocupam um ninho feito por outro bavette. As fêmeas põem de cinco a seis ovos, com tempo de incubação de aproximadamente 14 dias.
Status conservacionista: Pouco preocupante. As suas principais ameaças devem-se principalmente em função da perda de habitat por alterações humanas na natureza, mudanças climáticas, incêndios em demasia, além do aumento da população de ervas daninhas invasoras.