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Cuidados com bebês hamsters: guia para a sobrevivência da ninhada

Os filhotes nascem frágeis, sem pelos e completamente dependentes da mãe. Foto: Canva.com e IA Google

A chegada de uma ninhada de hamsters é um momento de surpresa e alegria, mas também exige atenção redobrada. Os cuidados com bebês hamsters nos primeiros dias de vida são cruciais, pois os filhotes nascem frágeis e completamente dependentes da mãe. O sucesso da sobrevivência deles depende inteiramente do manejo correto do ambiente, e entender o que fazer (e, principalmente, o que não fazer) é fundamental. Um dos erros mais comuns, por exemplo, é a ansiedade, que pode prejudicar a mãe e, consequentemente, os filhotes.

Para garantir que os pequenos cresçam fortes e saudáveis, a regra de ouro é priorizar o sossego e a discrição. O hamster é um roedor de hábitos solitários, e a fêmea precisa de paz para cuidar da sua cria. Assim, com os cuidados certos, você estará garantindo que a mãe se sinta segura o suficiente para nutrir a sua ninhada.

Ações imediatas após o nascimento

A gestação de um hamster é extremamente curta, durando de 16 a 18 dias. Por isso, a chegada dos filhotes geralmente pega os tutores de surpresa. A quantidade média de bebês em uma ninhada é de 6, mas esse número pode variar de 3 a 10 ou mais. O que você deve fazer assim que notar a ninhada:

  • Separe o macho imediatamente. A primeira e mais importante ação. As fêmeas podem entrar no cio novamente em até 24 horas após o parto, e uma nova gestação seguida de parto pode ser fatal para a mãe, além de sobrecarregá-la. A tarefa de cuidar dos filhotes é exclusiva da fêmea.
  • Evite o toque. Por mais que a curiosidade seja grande, jamais toque nos bebês hamsters nos primeiros 14 dias de vida. O veterinário Rubens Veloso Gomes alerta: “Quando isso acontece, além do risco de machucá-los, a mãe fica estressada, não reconhece mais o cheiro deles e rejeita a cria. Em vários casos, ocorre até canibalismo (a fêmea come os filhotes)”.
  • Mantenha a paz e o sossego. Posicione a gaiola em um local calmo, longe de ruídos altos, movimento constante e outros animais de estimação. A fêmea precisa de um ambiente seguro para cuidar da sua cria.

Alimentação e higiene da mãe

Após o parto, a nutrição e a higiene do ambiente devem ser pensadas para minimizar ao máximo a necessidade de manuseio:

  • Aumente a ração e a água. Coloque uma quantidade maior de ração e de água fresca na gaiola, garantindo que a mãe tenha tudo o que precisa sem que você precise intervir todos os dias.
  • Não troque a forração. A limpeza da gaiola deve ser suspensa nas primeiras duas semanas de vida dos filhotes. A fêmea precisa do cheiro do ninho para se sentir segura e não rejeitar a cria. O forro da gaiola só deve ser trocado após a ninhada completar duas semanas de vida, ou seja, 14 dias.

O desenvolvimento dos filhotes

Os hamsters bebês nascem cegos, surdos e completamente sem pelos, parecendo pequenos feijões cor-de-rosa. O desenvolvimento deles é rápido:

  • De 5 a 7 dias: Os pelos começam a nascer, e a cor da pelagem pode ser identificada.
  • De 10 a 14 dias: Os olhos e as orelhas se abrem, e eles começam a explorar o ninho. Neste momento, já podem comer alimentos sólidos, como a ração da mãe.
  • De 25 a 30 dias: Os filhotes já estão totalmente independentes da mãe. É o momento ideal para separá-los e colocá-los em gaiolas individuais, evitando brigas e acasalamentos indesejados.

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A importância do manuseio gentil

Após o desmame, o manuseio diário dos filhotes, que agora já são jovens hamsters, é fundamental. Essa prática, feita de forma gradual e gentil, ajudará a torná-los bastante dóceis e acostumados com o toque humano.

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