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Como cuidar de um filhote órfão

Se deparou com uma ninhada de bebês órfãos? Calma, há muito o que você pode fazer para ajudá-los. Fotos: Canvas

Bebês caninos e felinos são muito frágeis e nascem completamente indefesos. Infelizmente, há situações tristes e que ocorrem com frequência. Animais que morrem logo após o parto, mamães que os rejeitam ou ficam muito debilitadas e sem condições de cuidar dos recém-nascidos e também o abandono de filhotes. E aí, o que fazer para socorrer os pequenos órfãos se você se deparar com uma dessas situações?

Estimule as necessidades fisiológicas

Algumas necessidades importantes devem ser atendidas a fim de garantir a sobrevivência dos bebês órfãos. Essas necessidades incluem calor, umidade, nutrição e estimulação para as necessidades fisiológicas.

Como primeiro passo, você deve aquecê-los, pois ao nascer a mãe logo os aninha, mantendo-os quentinhos. O ideal é forrar uma caixa com cobertor, jornal, e mantê-los aquecidos. Como eles ainda não enxergam, evite mantê-los em ambientes muito claros, porque os olhos estão bem sensíveis e demoram umas duas semanas para abrirem. Não deixe os recém-nascidos em contato com o piso frio em hipótese alguma.

Normalmente, a mãe faz a estimulação nos filhotes para urinarem e defecarem. Para você fazer isso, depois que ele comer, massageie o períneo com um algodão embebido em água morna (substituto da língua da cadela), para provocar os reflexos da micção e da defecação. No caso dos bebês caninos, por volta da terceira semana de vida, os filhotes urinam e defecam por conta própria, não sendo mais necessária a estimulação.

Já os gatinhos, com um mês de vida eles poderão ser apresentados à caixa de areia.

O primeiro passo é aquecer os filhotes, colocando-os em uma caixa forrada com cobertor

Leite substituto não deve ser o de vaca

O leite materno, nos primeiros dias, é conhecido como colostro e é fundamental no período inicial de vida do filhote, pois é muito rico em proteínas e transfere importantes elementos do sistema imunológico. Mas na ausência da mãe, deve-se, portanto, providenciar o substituto do leite materno.  Os suplementos chamados substitutos do leite materno são encontrados nas pet shops e devem ser servidos em temperatura morna. O ideal é dar uma mamada a cada duas horas, pelo menos seis vezes por dia, por meio de uma seringa ou mamadeira.

E atenção: não dê leite de vaca. Parece ser a opção mais fácil e barata, mas não dê, pois é prejudicial ao filhote. Nem mesmo diluído. O leite de vaca não consegue oferecer todos os nutrientes necessários, aumenta o risco de o bebê pet ficar desnutrido e desenvolver problemas intestinais.

No entanto, na impossibilidade de comprar o suplemento substituto do leite nas pet shops, há uma fórmula caseira que pode ser utilizada.

É composta por 250 ml de leite integral, de preferência de cabra. 250 ml de água filtrada, 2 gemas de ovo e 1 colher de sopa de óleo vegetal, de preferência, de coco. Misture os ingredientes e ofereça ao pet numa seringa ou mamadeira. Mas, reforçando, essa é apenas uma alternativa de emergência. O ideal é sempre optar pelas fórmulas de leite vendidas nas lojas ou indicadas pelo veterinário.

Ao amamentar o filhote, ele tem de estar com a barriguinha para baixo para garantir que o leite desça para o estômago e não para os pulmões. Ofereça o leite no mínimo seis vezes por dia (a cada 2 horas). O leite caseiro preparado deve ser consumido no mesmo dia para evitar contaminação bacteriana.

Por volta dos 35 dias de vida, rações moles ou secas podem ser introduzidas na alimentação

Introduzindo alimentos sólidos

Por fim, por volta dos 35 dias de vida, rações moles ou secas podem ser introduzidas na alimentação do bebê canino. Enquanto que, com o gato filhote, a partir de três semanas ele pode começar a comer ração umedecida com água. Há rações específicas para cachorros e gatos com menos de um ano, que atendem melhor às necessidades nutricionais de um bichinho em crescimento.