Anuncie

(21) 98462-3212

E-mail

[email protected]bichos.com.br

Controle o latido excessivo do seu cão

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Muitos cachorros latem demais para chamar a atenção do tutor. Foto: Canvas

O latido é uma forma de expressão utilizada pelos cães e, por isso, é normal e até saudável. E tal como acontece com as pessoas, existem cachorros ‘mais falantes’ do que outros. Sim, há raças que latem por qualquer coisa, como pinsher, chihuahua, lulu da Pomerânia, beagle, yorkshire, spitz e pastor alemão, entre outras. O problema é que os latidos em excesso podem se tornar um grande inconveniente. Isso vai estressar o tutor, os vizinhos e até o próprio cachorro, que poderá desenvolver problemas ligados ao aparelho digestivo, como uma gastrite, por exemplo.

Nessas ocasiões, o tutor se vê em apuros: o que fazer para controlar o latido do pet?

O primeiro passo é descobrir a causa dos latidos desproporcionais e tentar eliminá-la. Muitos são os fatores que levam os cães a exagerar na dose: instinto de proteção territorial ou materno (no caso de fêmeas que estão com ninhada), medo, fome, sede, dor, solidão, frustração, insegurança, resposta a uma provocação ou até mesmo para chamar a atenção de seu tutor.

“Na maioria das vezes, o tutor é o grande responsável por esses latidos inconvenientes. Ao perceberem que os animais estão latindo muito, os tutores, em muitos casos, acabam fazendo carinho, colocando o animal no colo, dando um petisco para agradar ou apenas dizendo um dengoso ‘xiii, quietinho’ para tentar demovê-lo desse hábito. Se agir assim, o cão vai latir mais e mais alto, pois achará que o tutor gosta disso”, explica a veterinária Rosana Gomes.

Outro erro dos tutores é achar graça dos latidos provocados por sons de campainha e de buzinas. “Os cães devem ser familiarizados desde cedo com esses barulhos. Se o tutor vibra quando o filhotinho late ao ouvir a campainha, esse hábito vai permanecer no animal adulto”, diz a veterinária.

É difícil, mas seja firme e ignore o pet quando ele começar a latir demais. Foto: Canvas

Exercícios diários são fundamentais

O treinamento e a forma como o tutor trata o animal podem fazer uma grande diferença. Saber impor limites e recompensar o bom comportamento (dar petiscos, fazer afagos, dizer palavras amáveis, por exemplo) é um exercício necessário para tornar qualquer cachorro mais sociável.

A falta de exercício físico pode levar ao excesso de latidos: é recomendável dar um bom passeio diário com seu amigão, de uma hora de duração, ou dois passeios diários de 30 minutos. “Muitos cães desenvolvem esse hábito para chamar a atenção do tutor. Eles precisam se manter ocupados físico e mentalmente, gastar energia, se distraírem”, destaca a veterinária. Além disso, atividades físicas fortalecem o vínculo. Caminhadas, jogos, jogos com bola, agility e etc. Eles ficam mais calmos e tendem a latir menos.

Para aqueles que passam muito tempo sozinhos, ofertar brinquedos minimiza o problema. Dê preferência aos interativos e os que possibilitam recheá-los com um pouco de ração. Adquirir outro bicho para fazer companhia ao cão solitário também ajuda.

A punição, que no caso aqui significa impor limites, deve ser usada para combater os latidos inconvenientes, caso o problema não melhore depois de detectada a causa. “Podemos usar vários métodos, inclusive o clássico ‘psiu’, dado com firmeza. O cão deve reconhecer o tutor como seu líder. Muitas vezes, até mesmo um olhar mais severo o fará de desistir de continuar latindo”, avisa a veterinária.

Jamais bata no animal como forma de puni-lo!

Uma outra forma de agir, em um momento mais extremo, é usando um jatinho de água (jato contínuo com molhadores de plantas) no momento em que ele estiver latindo. “Mas é importante que o animal não veja quem está jogando o esguicho de água”, complementa.

“O certo é sempre procurar uma forma saudável de educar o cão. Se o tutor não conseguir ter esse controle, o ideal mesmo é recorrer a um especialista em comportamento animal ou um bom adestrador”, frisa Rosana Gomes. “Procure a ajuda de um especialista, de preferência da área comportamental, para ter uma convivência mais harmoniosa com seu pet. Com treinamento consistente, o filhote elimina mais facilmente este hábito. Quanto mais velho o cão, mais paciência você precisará”, finaliza.

Latidos sob controle:

– Proporcione um ambiente calmo para o pet
– Procure educá-lo desde filhote. E seja firme com ele. Mas jamais grite se ele o desobedecer. Contrate os -serviços de um adestrador para um treinamento eficaz
– Acostume seu cão, desde novo, com diferentes sons
– Faça carinhos, use reforço positivo quando ele se comportar bem (Dar um petisco, por ex.)
– Exercite seu cão diariamente. Não basta sair de casa e levá-lo até a esquina para fazer xixi. Exercitar significa movimentá-lo, fazê-lo gastar energia por pelo menos uma hora, correr, jogar, treinar. Se você não tem tempo para se dedicar ao seu pet, contrate um passeador ou pet sitter
– Elimine a motivação dos latidos
– Dê algo para ele se distrair, mantenha-o com a mente ocupada. Se você passa muito tempo fora, deixe-o com brinquedos que possam entretê-lo por horas
– É difícil, mas ignore os latidos. Não olhe para ele, não grite, nem fale. Dê as costas e saia de perto. Se gritar, só irá motivá-lo. Quando ele parar, aí vá até ele, diga palavras carinhosas e o recompense
– Quando seu cão começar a latir muito, tente mudar o foco dele. Procure chamá-lo para uma brincadeira, jogue uma bolinha para ele pegar.
– Reforçando: não hesite em buscar a ajuda de um bom adestrador ou de um veterinário especialista em comportamento para ter uma convivência mais harmoniosa com seu cão. Bons profissionais avaliarão seu pet e te darão conselhos, como a melhor forma de agir e de tratar o problema do seu cãozinho.

*