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Convivendo com um gato idoso

Não é raro que os felinos cheguem aos 18, 20 anos ou mais. Fotos: Canvas

Gatos têm uma longevidade superior à dos cães. Enquanto os caninos vivem, em média, entre 13 e 15 anos, não é raro que os felinos cheguem aos 18 ou 20 anos, até mais. Claro, muitos fatores externos também influenciam no processo de envelhecimento – podendo ser mais rápido ou mais lento. É o caso, por exemplo, de fornecer ao pet uma alimentação equilibrada durante toda sua criação.

Se o bichano não tem nenhuma doença, ao envelhecer, a pelagem permanece brilhante, o andar se mantém leve e os olhos vivos. O animal brinca e o instinto de caça continua presente enquanto o animal dispõe de boa saúde. Todavia, certos sinais indicam que o felino começa a declinar a partir dos 10 anos de idade.

PROCESSO DE ENVELHECIMENTO

O gato experimentará alterações semelhantes às nossas à medida que envelhece: o corpo muda e as coisas não são mais tão fáceis. Ele pode não se comportar mais do jeito que o tutor espera. Perde sua flexibilidade e seus períodos de sono se prolongam.

Ele não pode mais avaliar seus arredores com a precisão de antes, pode perder gradativamente a visão ou audição e também e se torna, em grande parte dos casos, mais cauteloso e afetuoso. Alguns bichanos buscam mais contato com seus tutores e se tornam até mais carinhosos.

A pelagem do gato idoso torna-se mais rarefeita nas têmporas, as garras se alongam, o animal procura mais o calor, ganha peso, ou ao contrário, emagrece. Com o avançar do tempo, em alguns gatos os dentes acumulam tártaro, desgastam-se e podem acabar caindo com a idade. Seu hálito, em geral, também torna-se forte. A limpeza periódica dos dentes, nesses casos, podem limitar esses inconvenientes.

Na velhice, o órgão mais ameaçado no felino é sem dúvida o rim, cujo funcionamento é ameaçado após lesões irreversíveis (nefrite). O sintomas de problemas renais podem ser difíceis de serem percebidos por meses. O gato não dorme, come menos, emagrece, bebe muita água e urina em grande quantidade, entre outros sintomas.

Em muitos felinos, doenças como osteoartrite, problemas da tireoide ou diabetes costumam ocorrer com a idade.

O gato idoso tende a se isolar. Lhe dê atenção, fale com ele, deixe-o sentir que você está perto

O QUE UM GATO MAIS VELHO PRECISA

Uma boa higiene e algumas precauções ajudam o gato de estimação a envelhecer em melhores condições. Há tratamentos para desacelerar o processo de desgaste do organismo, mas os tratamentos de recuperação devem ser prescritos pelo médico veterinário após um completo check-up do animal.

Cuide da alimentação de seu gato e saiba que pequenas refeições escalonadas ao longo do dia são mais fáceis de ser digeridas. Em vez de alimentos energéticos de alto teor calórico para atender às necessidades de energia, ele precisará de um que contenha as vitaminas e proteínas para esta fase da vida.

Uma consulta anual ao veterinário permite detectar problemas como diabetes, insuficiência renal, afecção da pele, anemia e etc.

– Proteja o felino dos parasitas, contra os quais sua resistência é diminuída.

– Evite que o pet fique exposto a correntes de ar e faça-o dormir em um local seco e quente.

– Duas vezes por ano, administre um vermífugo prescrito pelo veterinário.

– Escove o pet com frequência, mesmo se ele tiver pelo curto, pois ele faz cada vez menos sua higiene.

– Limpe os olhos e as orelhas. Não deixe a volta do ânus com sujeira.

– O gato idoso tende a se isolar. Lhe dê atenção, fale com ele, deixe-o sentir que você está perto, o acaricie, estimule-o a se exercitar e brincar, sem excessos.

– Evite situações de brigas com os gatos e os cães da vizinhança. Mantenha-o seguro em casa. Seus reflexos são mais lentos e ele se arrisca a problemas sérios nessas rixas.

– O gato idoso não suporta bem as mudanças. Se você precisar se ausentar, deixe-o em casa aos cuidados de uma pessoa de confiança, como uma pet sitter, em vez de colocá-lo em um hotel para animais.

Os períodos de sono de um gato sênior se prolongam mais

CHECK-UP PARA UM GATO IDOSO

Um check-up na clínica veterinária comporta vários tipos de exames, o estado geral e o comportamento. Depois, é realizada a análise do sangue, radiografia, ultrassonografia, ecocardiograma e eletrocardiografia. A análise do sangue informa sobre o funcionamento do fígado do felino e sobretudo do rim – pois é essencial checar se esse órgão cumpre corretamente sua função purificadora.

Uma radiografia informa sobre o estado do pulmão, do coração e dos ossos. Pode-se ainda detectar o início de uma bronquite crônica, uma dilatação cardíaca ou uma artrose, que afeta diretamente a coluna vertebral.

O eletrocardiograma determina a fadiga da bomba cardíaca. Após esses exames, o veterinário dará conselhos de dieta, de higiene, de comportamento e, sendo necessário, por meio de medicamentos, neutralizará ou compensará os efeitos da inevitável senilidade de maneira a retardar o máximo possível o surgimento de sintomas desagradáveis.

Por MB