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Epilepsia nos cães sob controle

Embora tenham que tomar medicamento para sempre, os cães epiléticos podem ter uma vida próxima do normal. Foto: Pixabay

Os cachorros também podem sofrer de epilepsia. E não é um fato raro. Causada por uma disfunção neuronal, a doença não tem cura e pode ser de origem genética ou adquirida. O tratamento dura toda a vida do animal, mas não interfere nas atividades normais de um cão.

A epilepsia é caracterizada por ataques convulsivos que assustam os tutores inexperientes. No caso da epilepsia hereditária, a primeira convulsão costuma acontecer entre os seis meses e os três anos de idade. A epilepsia adquirida pode ocorrer como sequela de um traumatismo craniano.

De acordo com a veterinária Simone Abrantes, durante uma crise de convulsão, é importante tentar proteger o animal ao máximo, evitando que ele bata o corpo e se machuque. “A conduta do tutor deve ser a de proteger o animal de qualquer risco de queda e isolá-lo de outros cachorros (que podem atacá-lo durante as convulsões). Durante o episódio, que dura até um minuto, o animal pode se movimentar desordenadamente, salivar, urinar, defecar e perder a consciência. Ele não reconhece seu tutor durante os ataques”, explica. Segundo a veterinária, não é preciso se preocupar com a língua do cachorro, porque ela não enrola: “Então, não há risco de sufocamento.”

Após a primeira convulsão, o tutor do cão deve procurar um veterinário (se a convulsão passar de 40 segundos deve-se chamar o especialista imediatamente ou levá-lo a um atendimento emergencial). O animal passará por exames físico, neurológico e oftalmológico, além de exame de sangue. “Uma convulsão não confirma a epilepsia. Outras doenças, como diabetes, podem provocar convulsões. No epilético, os exames vão estar normais”, diz a veterinária.

Depois da consulta, o tutor deve ficar atento para a frequência e a duração dos ataques. “O animal só será medicado se a convulsão for muito intensa. Os medicamentos causam um pouco de sonolência no cachorro, mas não interferem no dia a dia do paciente”, destaca Simone.

A cocker spaniel Hanna, de 11 anos, da microempresária Solange Maciel, tem convulsões leves desde filhote, mas o primeiro ataque mais forte aconteceu há dois anos. “Depois que a epilepsia foi diagnosticada, a Hanna começou o tratamento e há quase um ano não tem convulsões”, conta.

Após o fim do ataque, tranquilize o cãozinho, fale com ele com voz suave e o acalme. Foto: Pixabay

Cuidados importantes

Locais de risco. Os cães não devem ficar sozinhos em locais de risco, como varandas ou escadas.

Língua. Não coloque sua mão ou qualquer outro objeto na boca do cachorro, nem puxe sua língua para fora. Os cães não enrolam a língua.

Isolados. Eles devem ficar isolados de outros animais quando não há ninguém por perto.

Crise. Anote o tempo de duração da convulsão e relate como foi ao veterinário. Após o fim do ataque, tranquilize o animal, fale com ele com voz suave e o acalme.

Cruzamento. Tutores de animais epiléticos devem evitar o cruzamento para que não haja perpetuação da doença.

Exame. Animais epiléticos devem fazer exames de sangue periódicos.

Tratamento. A epilepsia não tem cura. O objetivo do tratamento, que deve ter o acompanhamento do médico veterinário, é reduzir a frequência das convulsões e mantê-las sob controle.

Raças. As raças mais predispostas ao problema são pastor alemão, cocker spaniel, beagle, maltês, lhasa apso e buldogue.