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Inverno chegou: proteja os pets do frio

No inverno, pets ficam mais vulneráveis às doenças e o melhor remédio é a prevenção. Fotos: Canva.com

Frio lembra cobertor, roupa de lã e… epa, gripe! Nessa época do ano, os animais são atacados por dezenas de vírus, bactérias e fungos, que podem provocar doenças como a gripe canina, rinotraqueíte felina e conjuntivite. “Quando a temperatura cai, os bichinhos de estimação ficam mais vulneráveis aos resfriados e outras doenças contagiosas, principalmente os mais idosos e os filhotes”, explica a veterinária Mirela Pontes.

Por mais que estejam cobertos de pelos, os animais também sofrem com as temperaturas baixas. Nos cães, a doença mais comum é a traqueobronquite, também conhecida como tosse dos canis ou gripe canina, que se não for tratada logo, pode evoluir para uma pneumonia e ser fatal. Os sintomas são espirros, secreções nasais e oculares, febre alta e falta de apetite. Existem vacinas especiais contra as viroses mais comuns, que devem ser tomadas a partir do segundo mês de vida. Por isso é importante ficar de olho na carteira de vacinação e mantê-la atualizada. Essa é a maior prevenção.

Mantenha a caminha do seu cão sempre quentinha, com uma coberta. Se o seu amigo de quatro patas dorme fora no quintal ou outra área externa da casa, a indicação é disponibilizar uma casinha mais fechada ou abrigo seguro em um espaço que não pegue rajadas de vento e seja coberto e sem goteiras – principalmente se você mora em uma região na qual o inverno é muito rígido. Coloque um cobertor ou manta para aquecê-lo e nunca deixe seu animal em cobertores molhados.

Algumas raças de cães de cães são mais propensas a sentir frio, principalmente as de pelo curto e com pouco tecido adiposo, como o pinscher e o tekel. Vale, portanto, o uso de roupinhas para mantê-los aquecidos.

Os gatos podem contrair rinotraqueíte, que provoca espirros e febre, entre outros sintomas

Se o animal tem uma frequência de banho semanal, no inverno o intervalo deverá ser maior. O ideal é banho a cada 15 dias e que a água seja morna. Também é essencial secá-lo bem e esperar pelo menos 30 minutos antes de levá-lo para passear na rua, a fim de evitar choque térmico. Faça os passeios nos horários mais quentes do dia. E nos dias de chuva, vale até usar capa de chuva e sapatinhos. “Na volta do passeio o animal deve ser bem seco, inclusive as patas, para que fungos e bactérias não proliferem na pele úmida”, ressalta a veterinária.

Quanto à tosa, evite tosas mais curtas – basta aparar os pelos, se for necessário. O ideal é manter a pelagem mais comprida nesta época do ano. Para mantê-la limpa, escove mais vezes.

Local quentinho para os bichanos

Os gatos podem contrair rinotraqueíte, doença que provoca espirros, febre , rinite, conjuntivite e inflamação na córnea. Como prevenção, siga o esquema de vacinas a partir dos 2 meses de vida, com um mês de intervalo entre elas e repetição anual.

Felinos, normalmente, não aceitam bem o uso de roupas. Mas, espertos que só, os bichanos costumam procurar os locais mais quentes da casa para descansar. Mas, mesmo se ele tiver uma casinha ou cesto, procure deixar uma coberta a mais no cantinho onde ele dorme para mantê-lo mais aquecido. Disponibilize também tocas e caixas de papelão para servirem de abrigo quentinho. Seu gato vai adorar!

Com os roedores, a dica é deixar a gaiola em um ambiente mais aquecido da casa

Gaiola coberta nos dias frios

Aves podem ter doenças respiratórias como a aerossaculite, que causa inflamação nos sacos aéreos. A dica é manter a gaiola coberta com uma capa ou pano nos dias frios. “Coloque a gaiola em um cômodo fechado, como dentro de uma garagem”, diz o criador Antônio Dávila. E com animais exóticos, como roedores e ferrets, os cuidados também não devem ser esquecidos. Cama tipo rede e pedaços de pano deixarão os ferrets quentinhos e protegidos. Com os roedores, a dica é deixar a gaiola em um ambiente mais aquecido da casa, longe de janelas e sacadas. Coloque uma casinha ou toca e tubos de plástico na gaiola, para que eles se protejam quando sentirem frio.

MAIS DICAS:

PASSEIOS COM O CÃO. Reduza a duração do passeio para que evitar que o animal sofra com as baixas temperaturas. Se o pet voltar para casa com a pelagem úmida, é fundamental secá-lo bem. Dê atenção especial às pernas, tórax, abdômen e axilas.

ALIMENTAÇÃO. Nesta época do ano, os cães tendem a comer mais para manter a temperatura corporal e a energia. No entanto, garanta que o animal faça exercícios para ele não ter ganho de peso. Oferecer uma alimentação adequada – mas sem exageros – irá favorecer e estimular o sistema imunológico do pet, reduzindo as chances de ele adoecer.

VACINAS. As vacinas são fundamentais para prevenir as doenças infecciosas que podem ser mais frequentes ou severas no inverno. É o caso, por exemplo, da gripe canina, da parvovirose ou da leptospirose. Consulte o veterinário sobre quais imunizações seu animal precisa dependendo da idade, raça e estado de saúde. E sempre respeite o calendário de vacinação.

GATOS. É normal que os gatos bebam menos água do que o normal durante o inverno. Mas, tenha muito cuidado com isso, pois a falta de água pode enfraquecer a saúde do felino. Procure estimulá-lo a gastar energia e a beber água. Brinque com ele, faça ele correr e pular para pegar brinquedos, por exemplo. Também disponibilize bebedouros ou fontes de água, que costumam ser mais atrativas aos bichanos do que vasilhas. Ah, e nunca coloque água gelada, pois a temperatura da mesma pode desencorajá-los de beber o suficiente.