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Pets sob as lentes do fotógrafo Lionel Falcon

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Argentino, mas brasileiro de coração, Lionel Falcon é referência na fotografia pet.
Foto: Divulgação

Retratar a alma dos animais. Esse é o foco das lentes do fotógrafo de pets Lionel Falcon. Argentino de Buenos Aires, com mais de 50 anos de carreira, Lionel começou na profissão na década de 1960, como fotógrafo de celebridades em sua terra natal e em Miami, nos Estados Unidos. Já na década de 1990, ele se especializou em ensaios com animais de estimação como modelos, tornando-se uma referência no mercado pet, onde também desenvolveu uma linha de produtos personalizados para animais de companhia.

Há 20 anos vivendo no Brasil, Lionel Falcon conta em entrevista ao portal Meus Bichos como descobriu a paixão pela fotografia pet, como é fotografar animais e dá dicas aos tutores para fazerem o clique perfeito do seu bicho de estimação.

De fotógrafo de celebridades a especialista em retratar animais. Como foi seu início de carreira e a transição para a temática pet?

“Há mais de 50 anos que estou no mundo da fotografia e comecei a trabalhar com pets em Miami, nos Estados Unidos. Eu morava lá e comecei a fazer testes com algumas celebridades locais e seus pets. Certa vez, eu estava com uma câmera analógica e resolvi ver como ficaram as imagens. Mandei revelar e aí me toquei, senti que algo muito importante une fotografia e os animais. Eu sempre tive um relacionamento forte com animais, desde criança sempre tive cachorros, mas a primeira vez que tive gatos foi no Brasil e foi uma experiência maravilhosa. Então, de Miami fui para a Argentina. Lá em minha terra natal cheguei com toda esse ideia, fui o pioneiro em montar um estúdio fotográfico para animais e fiquei por uns três anos. Mas eu trabalhava muito e não havia faturamento. Eu já estava enxergando que no Brasil estava ocorrendo um crescimento no segmento pet e então decidi vir. Eu já tinha amigos aqui e estou completando agora 20 anos morando no Brasil.”

Então foi no Brasil que você desenvolveu seu trabalho com a temática pet nos ensaios fotográficos?

“Aqui desenvolvi tudo, meu trabalho e a minha paixão entre a fotografia e os animais. Sinto que a Argentina foi uma ponte. Ali fiz um ‘stand by’ para organizar-me e vim para cá. Eu já tinha morado aqui por muitos anos, trabalhei para revistas, fiz muitos frilas nessa época. Agora, quando cheguei ao Brasil foi só com foco nos pets e farei 20 anos aqui neste país, onde explodiu tudo, o meu trabalho e a minha sensibilidade com tudo que faço. Fiquei em um pet shop trabalhando por muito tempo, até que cheguei à empresa Pet Center Marginal (atual Petz), na qual estou há mais de 18 anos. E feliz onde estou, porque conquistei uma segurança com a empresa e com as pessoas que me rodeiam. Tenho meu estúdio, que é grande, de 120 m 2 e encontra-se na Petz matriz e, obviamente, faço meus agendamentos de ensaios fotográficos. Agora com a pandemia, logicamente está tudo muito devagar.”

Na sua opinião, qual é a diferença entre fotografar humanos e animais?

“É muito simples: o que eu gosto particularmente de fotografar é a pureza, a espontaneidade que os animais possuem. Sempre me aprofundo muito nos olhares dos animais. É algo muito especial trabalhar com pets. Já trabalhar com humanos, com todo respeito, eles têm suas particularidades como a pessoa ter que estar arrumada, maquiada. Eles transmitem mais insegurança e os animais, com essa espontaneidade que têm, me transmitem mais segurança para fazer um clique.”

Atualmente, estão em alta os ‘pet influencers’, que são os bichinhos que fazem sucesso nas redes sociais e muitos já contam até com marcas patrocinadoras, posts pagos, tal como influencers humanos. Todo bichinho tem potencial para ser um pet influencer, na sua opinião?

“Acho muito bacana e interessante que os pets também tenham esse espaço de influencer. Por que os humanos podem ser influencers e os pets não? É um novo segmento, um novo caminho nesse mercado que não para de crescer e de novas possibilidades de poder divulgar seu produto. Para mim, todos os animais têm um encanto. O importante é ter, do outro lado, a capacidade e a sensibilidade de saber descobrir o ponto de cada um. Para mim são todos iguais, porque eles têm o que nós não temos: a pureza, a sensibilidade e a espontaneidade. Então, isso dá um gás muito importante para continuar acreditando nos anjos de quatro patas.”

Estúdio do fotógrafo localizado em São Paulo. Foto: Divulgação

Como tem sido seu trabalho durante a pandemia?

“Com esta pandemia, temos que ser mais criativos do que antes. Eu sempre tive uma linha de produtos pet (mouse pads, ímã, jogo americano e porta-copos, entre outros). Sempre criei uma linha personalizada pensando que, se ficar fraco o trabalho dos ensaios fotográficos, tenho os produtos para comercializar e poder sobreviver. Como tem também os workshops, que comecei a desenvolver a partir de 2008, em sala de aula, presencial. Aliás, fiz meu primeiro workshop online nessa época, mas não me adaptei muito. Mas, agora sim, estou com mais prática e dando workshops de fotografia online de forma particular, porque assim prefiro para dar mais concentração e respeito às pessoas. Prefiro que seja de um em um, para o workshop ter mais qualidade. Essa é minha maneira de pensar. Em breve, também vou lançar um perfume para pets, o que também será muito interessante, porque é mais importante hoje em dia uma loja virtual do que uma física. Hoje, em todas as grandes empresas, o e-commerce tem crescido muito. Então temos que estar com a cabeça bem aberta para o que está acontecendo. Tem que acompanhar o crescimento tecnológico, de marketing. Agora tem outras estratégias e a gente tem que estudar essas coisas, que considero muito importantes.”

Todo tutor coruja ama fotografar seu pet. Mas, nem todos os bichinhos colaboram para o clique perfeito. Quais as dicas para os tutores fazerem os melhores registros de seus pets?

“Nem todos os bichinhos são calmos, é verdade. Às vezes, eles estão um pouco agitados e você tem que ser paciente. Paciente com todos os animais, na verdade, tanto cachorro, como gato, arara, cavalo. E obviamente temos que usar os petiscos certos, que eles gostam, para chamar atenção. Procure um lugar calmo, isso é muito importante. Se o cachorro for pequeno, coloque-o sobre uma mesa firme, que transmita segurança. Essas de plástico, que declinam, dão sensação de insegurança. Para tutores que possuem um animal de raça, que participa de exposições, um clique esteticamente bonito sempre depende também de uma boa tosa, que seja completa, deixando os olhos bem destacados. Isso porque a expressão está nos olhares e muitas vezes os groomers (profissional especialista em estética animal) e os tosadores esquecem de cuidar dessa parte. São pequenos detalhes. E é preciso, principalmente, deixar o animal à vontade para um ensaio fotográfico, sem pressioná-lo e chamar sua atenção no momento preciso para o clique.”

Quais os planos futuros?

“Neste momento, não tenho data para fazer exposições, para evitar aglomerações por causa da pandemia. Então estou fazendo muitas exposições virtuais. Os projetos continuam com o lançamento do perfume para pets, as exposições virtuais e os workshops online particulares. O projeto de uma viagem para Israel ficou pendente. Como avançou muito o mercado pet em Israel, tenho a possibilidade de fazer meus trabalhos lá. E Buenos Aires, por ser minha terra natal, sempre tenho possibilidades de fazer trabalhos por lá, como já fiz milhares de exposições e workshops com groomers que são referências lá. Aliás, sempre é muito importante unir esse potencial entre um groomer e a fotografia de pets. Eu faço muitos workshops para groomers, porque estou sempre dando toques de como valorizar o trabalho desses profissionais através da fotografia, para que eles publiquem fotos bonitas, com boas técnicas. Me procuram groomers de diferentes lugares para que eu possa transmitir essa experiência que tenho com a fotografia pet.”

EXPOSIÇÃO VIRTUAL – ‘VIRTUAL PET GALLERY’ POR LIONEL FALCON


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Site: lionelfalcon.com

Instagram: @lionelfalcon