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Queda de pelos em pets: normal ou não?

A queda excessiva de pelos pode ter diversas origens. Imagem gerada por IA (ChatGPT / DALL·E)

Ver pelos espalhados pela casa é uma realidade para a maioria dos tutores de cães e gatos. A queda de pelos em pets é um processo natural e contínuo, parte do ciclo de renovação da pelagem. No entanto, quando essa perda se torna excessiva, pode gerar preocupação e levantar a dúvida: é apenas uma fase ou um sinal de alerta para a saúde do seu companheiro?

É fundamental saber diferenciar o que é esperado e o que pode indicar um problema subjacente. A frequência, o volume e a aparência dos pelos que caem, assim como a condição da pele do animal, são fatores importantes a serem observados para determinar se a situação exige uma visita ao veterinário.

Causas da queda de pelos em pets

A queda excessiva de pelos em cães e gatos pode ter diversas origens, desde fatores ambientais até condições de saúde.

  • Troca de estação. É uma das causas mais comuns. Animais com pelagem densa tendem a soltar mais pelos durante a mudança de estações, preparando-se para as temperaturas. Geralmente, as épocas de maior troca de pelos são na primavera, quando a pelagem de inverno mais densa é substituída por uma mais leve para o verão, e no outono, quando a pelagem de verão é trocada por uma mais espessa para o inverno. Esse processo ajuda o animal a se adaptar às variações climáticas.
  • Estresse e ansiedade. Assim como em humanos, o estresse pode levar à queda de pelos em pets. Mudanças na rotina (como a chegada de um novo membro na família ou outro pet), novos ambientes, barulhos altos (fogos de artifício, obras) ou a ausência prolongada dos tutores podem desencadear esse sintoma, além de lambedura excessiva que retira os pelos.
  • Dieta inadequada. A falta de nutrientes essenciais, como ômega-3 e ômega-6, proteínas de alta qualidade e vitaminas (principalmente as do complexo B, A e E), pode comprometer a saúde da pele e dos pelos, resultando em queda, pelagem opaca e pele seca. Uma alimentação balanceada, com ração de boa qualidade, é crucial para a saúde do pelo.
  • Alergias. Alergias podem ser uma grande causa de queda de pelos. As mais comuns incluem: alergia alimentar (a algum componente da ração ou petisco), dermatite alérgica à picada de pulgas (DAPP), ou alergias ambientais/atópicas (a pólen, ácaros, poeira, grama). A coceira intensa causada pelas alergias leva o pet a se lamber, morder e coçar em excesso, o que provoca a perda e até falhas na pelagem.
  • Parasitas externos. Pulgas, carrapatos e ácaros (causadores de sarna) são inimigos da pele saudável. Infestações causam irritação, coceira intensa, lesões na pele e, consequentemente, queda de pelos. Em casos graves, a coceira pode levar o pet a arrancar os pelos e causar feridas.
  • Problemas de pele. Além das alergias, diversas condições dermatológicas podem afetar a pelagem e a pele, resultando em falhas, vermelhidão, crostas e queda de pelos. Os problemas mais comuns incluem: dermatites (inflamação da pele), infecções fúngicas (como a micose, que causa lesões circulares e perda de pelo), infecções bacterianas (piodermites, que podem causar pus e crostas) e sarnas (escabiose, demodécica), que provocam coceira intensa e queda localizada de pelos.
  • Doenças sistêmicas. Em alguns casos, a queda de pelos pode ser um sintoma de doenças mais graves que afetam todo o organismo do animal. Isso inclui problemas como hipotireoidismo (em cães, deficiência de hormônios da tireoide, causando pelagem rala e seca), doença de Cushing (excesso de cortisol, resultando em pele fina e perda de pelo no tronco), doenças renais ou hepáticas, e até câncer. Por isso, a avaliação veterinária é essencial para um diagnóstico preciso.
  • Idade avançada. Pets idosos podem apresentar uma pelagem mais fina, menos densa e mais propensa à queda. Isso ocorre devido a alterações metabólicas e hormonais naturais do envelhecimento, além de uma regeneração celular mais lenta, o que pode tornar os pelos mais frágeis.
Uma nutrição balanceada é o pilar para uma pele e pelagem saudáveis. Foto: Canva.com

Como controlar e eliminar a queda de pelos excessiva

Controlar a queda de pelos envolve uma combinação de cuidados diários e atenção à saúde do seu pet.

  • Escovação regular. A escovação diária ou, no mínimo, frequente (3-4 vezes por semana, dependendo da raça e tipo de pelo) é essencial. Ela remove os pelos mortos antes que se espalhem pela casa, ajuda a desembaraçar nós, estimula a circulação sanguínea na pele e distribui os óleos naturais da pelagem, mantendo-a mais saudável e brilhante. Use a escova adequada para o tipo de pelo do seu pet.
  • Alimentação de qualidade. Ofereça uma ração super premium, formulada com ingredientes de alta digestibilidade e rica em vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais (ômega 3 e 6). Uma nutrição balanceada é o pilar para uma pele e pelagem saudáveis, fortalecendo os folículos pilosos de dentro para fora e diminuindo a queda.
  • Suplementos específicos. Em alguns casos de deficiências nutricionais ou condições específicas, o veterinário pode recomendar suplementos vitamínicos, complexos de ômega (principalmente ômega 3 e 6), biotina ou outros nutracêuticos. Esses suplementos auxiliam na melhora da saúde da pele e dos pelos, mas devem ser usados apenas sob orientação profissional.
  • Banhos adequados. Use shampoos específicos para pets, com pH balanceado e formulados para manter a hidratação da pele e reduzir a queda. Evite banhos excessivos (a frequência ideal varia por raça e tipo de pele, pergunte ao seu veterinário), pois eles podem ressecar a pele e a pelagem, removendo os óleos naturais protetores e piorando a queda.
  • Controle de parasitas. Mantenha o controle de pulgas, carrapatos e ácaros em dia, utilizando produtos preventivos (coleiras, pipetas, comprimidos orais) recomendados pelo veterinário. A prevenção é a melhor estratégia para evitar infestações que causam coceira, irritação e, consequentemente, a queda de pelos.
  • Ambientes tranquilos. Reduza o estresse do seu pet proporcionando um ambiente calmo e seguro. Mantenha uma rotina definida de alimentação e passeios, ofereça brinquedos que estimulem mentalmente, proporcione tocas ou espaços seguros para ele se refugiar e dedique tempo para interação e carinho. Em casos de ansiedade severa, consulte o veterinário sobre possíveis terapias comportamentais ou medicamentos.
  • Visitas ao veterinário. Consultas regulares são cruciais para identificar e tratar precocemente qualquer problema de saúde que possa estar causando a queda excessiva de pelos. O veterinário poderá realizar um exame físico completo, solicitar exames laboratoriais (sangue, raspados de pele) para um diagnóstico preciso e indicar o tratamento adequado, seja ele medicamentoso, nutricional ou comportamental. Não hesite em procurar ajuda profissional se notar qualquer alteração na pelagem ou comportamento do seu pet.

Por MB.

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