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Seu cão é sua ‘sombra’? Previna as fraturas

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Se o seu cãozinho te segue como se fosse sua ‘sombra’, fique atento para evitar acidentes. Fotos: Reprodução

Cães são especialistas em travessuras e tem aqueles pets que não param um minuto de fato e também são um grude só com o tutor ou demais membros da casa. Acontece que, em muitos momentos de euforia, ou quando eles são como uma “sombra” de seus humanos queridos, um passo ou outro mal dado ou uma queda pode resultar em fratura.

Se o animal for de porte pequeno então, incidentes do tipo podem ser mais comuns do que nos cães de maior porte. “Quando decidimos ser mães e pais de pet, precisamos saber que, além de muito amor e diversos momentos inesquecíveis, devemos ter também alguns cuidados. No caso das temidas fraturas, algumas raças caninas estão extremamente expostas a essa realidade. Spitz alemão, chihuahua e pinscher estão entre as raças mais sensíveis”, destaca a veterinária Mery Medeiros, proprietária do Canil Gran Beckville.

De acordo com Mery, essa maior fragilidade se dá por uma estrutura óssea muito delicada associada a membros (patas) curtos. “Atividades que para outros cachorros podem parecer normais, para os cães de raças pequenas podem levar a grandes sustos. Pular do sofá, brincar com cães de portes maiores ou transitar por lugares muito movimentados pode parecer uma tarefa fácil. Mas, quando você tem um cão miniatura, essas atividades podem ocasionar em acidentes e consequente fratura”, alerta.

É difícil mantê-los quietos no pós-operatório, mas é necessário.

A veterinária destaca que, justamente pelo fato de os pets em miniatura serem muito apegados aos tutores e os seguirem por todos os cantos, o cuidado e a atenção devem ser redobrados. “Às vezes, um passo para trás pode se tornar um pisão com graves consequências. A grande maioria das fraturas é completa, ou seja, quebra o osso de uma ponta a outra e requer tratamento cirúrgico. As cirurgias não são das mais simples e podem necessitar do uso de placas, pinos e fios, dependendo do tipo de lesão”, alerta.

Cuidados no pós-operatório

A especialista frisa que é importante escolher um veterinário cirurgião ortopedista de confiança. Segundo Mery, a preocupação com as fraturas ainda se mantém no pós-operatório. “Eles (cães com fratura) devem ter espaço bastante restrito e movimentos limitados. Uma tarefa difícil para o tutor, uma vez que, depois de medicado, em alguns dias o animal já está adaptado à imobilização e tende a querer fazer as mesmas coisas de antes”, diz.

A veterinária complementa: “Infelizmente é muito comum em cães pequenos a necessidade de uma segunda ou até terceira cirurgia. Justo por essa dificuldade em mantê-los quietos ao longo do pós operatório.”

Prevenção de acidentes

Para prevenir esses acidentes, locais altos sem proteção devem se telados ou fechados com portões. “No caso dos sofás e camas, nunca deve-se incentivá-los a fazer tal prática. Caso ainda assim o animal aprenda a subir, tente facilitar sua descida com escadas ou rampas. E supervisão sempre!”, reforça a veterinária.

Não incentive seu pequeno pet a subir em camas e sofás

“Mesmo com todos os cuidados, eles fazem vários movimentos por segundo e o pior pode acontecer. O ideal é sempre levá-lo imediatamente aos cuidados de um médico veterinário. Na clínica será identificado se houve apenas contusão, uma leve fissura ou fraturas mais severas e você terá orientação para cada tratamento. E é bom fazer uma reserva. Cirurgias como essas geralmente custam a partir de R$ 5 mil, além de muita preocupação e dor. Mantenha sempre seu pequeno sob supervisão e evite acidentes ao máximo”, finaliza Mery Medeiros.

PRIMEIROS SOCORROS

QUEDA. Se acontecer uma queda, envolva o animal em uma toalha, ajuste-o ao colo na posição onde ele reclame menos de dor e mantenha-o nela até que chegue ao veterinário.

CAIXA DE TRANSPORTE. Evite o uso de caixa de transporte neste momento, pois colocá-lo e tirá-lo de lá pode ser muito incômodo.

SINAIS. Os sintomas mais comuns de que houve fratura são choro e claudicação (mancar). Evite medicar seu cão sem prescrição veterinária. Muitos medicamentos utilizados em humanos, como antiinflamatórios por exemplo, podem fazer muito mal a eles, inclusive levar a óbito.

Agradecimento: Veterinária Dra. Mery Medeiros, proprietária do Canil Gran Beckville