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Seu cão lambe muito as patas? Fique alerta

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Um cachorro saudável não deve lamber as patas de forma frequente. Fotos: Reprodução

Lamber as patas é um comportamento comum em cães. Pode ser uma simples forma de higienização, mas um cachorro saudável não deve lamber as patas de forma frequente. Se o seu pet faz isso sem parar e, o pior, chega a mordiscar a patinha, pode ser um sinal de alerta para um problema mais sério, que precisa ser identificado e tratado o quanto antes.

Alguns motivos que podem causar a lambedura compulsiva:

-Machucados
-Alergias alimentares
-Alergias ambientais
-Alergias a pulgas
-Pele seca
-Comportamento obsessivo
-Ansiedade e tédio

Machucados

Se após retornar de um passeio você perceber seu cão mordendo e lambendo a pata, ele faz isso porque pode ter queimado a patinha devido à temperatura do asfalto.

Os cães possuem “almofadas digitais” nas patas, também chamadas coxins. Quando o chão está muito quente, as almofadinhas sentem o impacto e, consequentemente, causam incômodo no animal. Portanto, nunca leve seu cão para um passeio nos horários de sol forte. Lembre-se sempre no quanto o asfalto pode estar quente e queimar as patinhas do seu pet. O recomendável é que o passeio seja feito antes da 10h e depois das 16h.

Outra possível causa do incômodo na região das patas pode ser devido a algum machucado. Verifique se alguma pedrinha ou caco de vidro pode ter causado alguma lesão.

Alergias alimentares e ambientais

As alergias alimentares ocorrem quando o sistema imunológico do cão reage exageradamente a algumas das proteínas do alimento ingerido. Os alimentos mais comuns que causam reações alérgicas ou intolerância alimentar em cães incluem carne bovina e suína, laticínios, ovos, pão, soja, peixe e frango. Os sintomas de alergia podem incluir erupção cutânea com comichão, lambedura da pata, diarreia e vómitos .

Se você perceber que seu cachorro lambe as patas com mais frequência depois de passear no parque ou dar uma volta no quarteirão, também é possível que ele tenha uma alergia ambiental,  por grama, mofo, ácaros, poeira, pólen e sementes de plantas. As reações podem incluir espirros, lacrimejamento, lambedura da pata, coceira na pele e erupções cutâneas.

Picadas de pulgas

Quando o sistema imunológico de um cão reage exageradamente à saliva da pulga, que é injetada na pele do animal pelo ectoparasita, é chamado de dermatite alérgica a picada de pulgas (DAPP). Esta reação alérgica causa uma irritação na pele que geralmente resulta em uma sensação de coceira extrema no animal afetado. Os sintomas podem incluir perda de pelos de tanto ferir ao coçar, pele espessada e vermelhidão ou escurecimento, levando o pet a se morder ou se lamber constantemente. E esses ferimentos, podem levar a infecções secundárias.

Pele seca e escamosa

A pele seca é uma das doenças dermatológicas mais comuns nos cães, que faz com que a pele do animal fique irritada, rachada e escamosa como se fosse caspa, principalmente nos cotovelos e patas. A pele escamosa pode ser causada por muitas coisas, incluindo banho excessivo, que remove a oleosidade natural do cão; baixa umidade; exagero na exposição ao sol; temperaturas muito baixas (que afeta principalmente cães de pelos curtos ou tosados); parasitas como pulgas e carrapatos ou pelas alergias. É importante seguir um bom cronograma de higiene para garantir que a pelagem do seu cão permaneça saudável. Os sintomas de pele seca podem incluir coceira , perda de pelos, vermelhidão, caspa e crostas.

A reação alérgica à picada de pulgas pode levar o cão a se lamber ou se morder constantemente

Ansiedade

Se nenhum motivo relacionado à saúde puder ter desencadeado a lambida excessiva da pata, então pode ser tratar de um problema comportamental do seu cão. Observe se existe alguma mudança no ambiente (como ruídos de obra, mudança na rotina (a troca do quintal da casa por um apartamento, por exemplo), novos animais de estimação ou pessoas) que pode fazer com que o pet busque essa forma de alívio do estresse. Alguns cães têm transtorno compulsivo canino, que é uma forma de transtorno obsessivo-compulsivo, mas em cachorros. Comportamentos compulsivos comuns nos cães incluem lamber a pata, brinquedo ou até um cobertor, lamber e perseguir a cauda. Tente identificar as causas do comportamento estressante e ansioso do pet e use o estímulo à atividade física para aliviá-lo.

Tédio

Embora qualquer raça canina possa ser atingida pelo tédio, ele geralmente afeta as raças mais ativas e de trabalho, como pastor alemão, golden retriever, labrador, rottweiller e border collie. A falta de exercícios, de atenção e deixá-lo em um ambiente com espaço reduzido podem causar o tédio. Quando o tédio se instala, o cão pode simplesmente se distrair lambendo compulsivamente, principalmente na região das patas, para fazer algo. Há indícios que o tédio pode levar o animal à depressão.

NÃO IGNORE O PROBLEMA

As lambidas excessivas, portanto, nunca devem ser ignoradas pelo tutor, já que podem evoluir para ferimentos graves e infecções mais sérias. Um dos maiores problemas se isso for deixado de lado é a dermatite por lambedura, uma doença de pele persistente, que provoca irritação e inflamação na pele, deixando-a ainda mais exposta à ação de bactérias presentes no ambiente ou na própria saliva.

As mudanças na saúde do animal costumam ser sutis ou acontecem durante um longo período de tempo, tornando mais difícil perceber um problema.

Daí a importância de identificar alguns comportamentos suspeitos e procurar o veterinário o mais rápido possível.

Se você notar esse comportamento de lamber as patas em excesso persistindo por longos períodos, leve seu pet ao veterinário para avaliá-lo e descartar, por meio de exames de sangue e imagem, outras possíveis causas para os sintomas identificados.

Feito o diagnóstico, o tratamento da dermatite por lambedura é definido conforme a causa do problema. Os cuidados podem envolver o uso de anti-inflamatório e antibiótico para dermatite canina, entre outros tratamentos. Além de antifúngico e mudanças no estilo de vida do cachorro, como restrição alimentar e a prática de exercícios físicos. Além disso, o tutor deve dedicar uma boa parte de seu tempo, diariamente, para dar atenção e carinho para o pet.

*Texto sob supervisão do veterinário André Mello.