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Crise? Não na indústria pet

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Última edição do evento, ocorrido em São Paulo. Fotos: Studio F/Petsa

Mesmo em meio a uma pandemia de coronavírus, que afetou drasticamente os rumos da economia mundial, a indústria de produtos pet se solidificou nesse cenário. Em 2020, o setor (abrangendo alimentos, medicamentos e acessórios) deve faturar R$ 24 bilhões – crescimento de 6,07% em relação a 2019, já descontada a inflação. O levantamento é da Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação).

De acordo com a instituição, o setor de pet food representa 72% da receita; pet vet, 19,6% e pet care, 8,2%. Os dados abrangem os números de janeiro a junho de 2020 e não levam em consideração as movimentações do varejo e dos criadores de animais.

Para o pet food, a projeção para este ano indica um crescimento de 6% no faturamento e 3,4% no volume, em comparação ao ano de 2019, aponta a Abinpet. Em contrapartida, os custos para indústria devem aumentar em 30% neste ano, o que evidencia descompasso na relação faturamento/custo. Essa disparidade afeta o preço do quilo do produto para o consumidor final.

“As matérias-primas que compõem alimentos pet tiveram aumento de custo de 30% a 35%. São commodities como milho (aumento de 40% no valor), a soja (aumento de 47%) e a proteína de origem animal (aumento de 30%). Esses ingredientes correspondem a 90% do custo total da produção pet food”, explica José Edson Galvão de França, o presidente-executivo da Abinpet. Segundo o estudo, o valor do dólar tem afetado o preço das farinhas proteicas de origem animal.

Para o comerciante Patrick Orlando, o aumento no consumo de produtos pet se deve ao fato de muitas pessoas terem procurado adotar um animal para ajudar a vencer a solidão da pandemia. “Eu, por exemplo, já tinha um cachorro e acabei adotando uma calopsita. Moro sozinho e queria mais barulho na casa. Isso me fez ter gastos não previstos no meu orçamento, como custos com acessórios e alimento específico para a espécie e cuidados veterinários. Mas a companhia de mais um pet compensa”.

Segundo a Abinpet, em 2019 o faturamento da indústria foi de R$ 22,3 bilhões, levando em consideração a produção de pet food (alimentação), pet care (higiene e bem-estar) e pet vet (medicamentos e outros produtos veterinários).

Faturamento mundial deve crescer 5%

O mercado pet mundial deve crescer cerca de 5% em 2020. Um dos efeitos previstos é o Brasil retornando para a 3ª colocação no ranking, com a China se consolidando na 2ª posição e Estados Unidos na liderança. O avanço da China se deve à atualização do faturamento do mercado pet chinês, que nos anos anteriores considerou a maior parte da sua população de cães como Pets. O Brasil, dessa forma, consolida sua posição à frente do Reino Unido. Seguem, depois, Alemanha (5º lugar), França (6º), Japão (7º), Rússia (8º), Canadá (9º) e Itália (10º).

População de animais no Brasil

O Brasil possui 141,6 milhões de animais domésticos. Segundo dados do Instituto Pet Brasil, os cães lideram a preferência: são 55,1 milhões fazendo parte das famílias. Em seguida estão as aves canoras e ornamentais (40 milhões), os gatos (24,7 milhões), os peixes (19,4 milhões) e outras espécies (2,4 milhões).

Em 2019, de acordo com o instituto, houve um aumento de 4% de répteis e pequenos mamíferos nos lares brasileiros. Em seguida estão os gatos (3%), cães (1,7%), peixes (1,5%) e aves (0,5%).