Anuncie

(21) 98462-3212

E-mail

comercial@meusbichos.com.br

Gato pode comer peixe?

Gato bicolor olhando para um peixe assado no prato sobre a mesa.
Segundo o Dr. Marcos Lemos, o peixe deve ser sempre bem cozido e sem temperos.
Foto: IA/Chat GPT

Desde os desenhos animados da infância, temos a imagem do felino saboreando espinhas de peixe. Todavia, na vida real, a história é bem diferente e exige muito cuidado dos tutores. Embora a maioria dos felinos seja apaixonada pelo sabor e pelo cheiro, será que o gato pode comer peixe de qualquer maneira?

Certamente, o peixe pode ser uma excelente fonte de proteínas e ômega 3, mas o preparo incorreto esconde perigos como infecções e lesões internas. Por isso, preparamos este guia completo com a ajuda do Dr. Marcos Vinícius Lemos, especialista em Gastroenterologia Felina, para você saber exatamente o que colocar na tigela do seu pet.

O perigo do peixe cru e das espinhas

Muitas pessoas costumam dar restos de peixe ou vísceras cruas para os gatos, especialmente em regiões de feira. Todavia, essa prática é perigosa, pois o peixe cru contém uma enzima que destrói a vitamina B1 no corpo do animal, podendo causar convulsões. Além disso, as espinhas podem perfurar a boca, a garganta e o sistema digestivo, causando hemorragias graves.

10 tipos de peixes e suas recomendações

Confira abaixo uma lista com os peixes mais comuns encontrados em mercados e feiras, e saiba se o seu gato pode comer peixe desse tipo:

  1. Sardinha: É o “superalimento” para gatos. Rica em Ômega 3 e cálcio. Possui espinhas, mas quando bem cozida ou em conserva (ao natural), é muito segura.
  2. Atum: O favorito absoluto pelo cheiro forte. No entanto, deve ser oferecido com moderação devido ao mercúrio. Prefira sempre o “ao natural” (em água).
  3. Pescada: Um peixe branco, magro e de fácil digestão. É excelente para gatos com estômago sensível, mas possui muitas espinhas pequenas que devem ser retiradas.
  4. Salmão: Altamente nutritivo e ótimo para o pelo. Contudo, nunca ofereça a pele crua ou espinhas. Deve ser sempre bem cozido.
  5. Merluza: Muito comum em filés congelados. É uma opção barata e segura, desde que grelhada sem óleo ou temperos.
  6. Tilápia (Saint Peter): Muito popular nos mercados. É um peixe leve, mas com baixo teor de Ômega 3 se comparado à sardinha. É seguro se estiver bem limpo.
  7. Bacalhau: Atenção aqui! O bacalhau que compramos é extremamente salgado. Só pode ser oferecido se for o lombo fresco (sem sal) e bem cozido. Nunca dê o salgado.
  8. Cavala: Peixe azul muito nutritivo, mas estraga rápido. Só ofereça se estiver muito fresco e cozido, pois pode causar alergias se estiver passado.
  9. Linguado: Peixe nobre e muito seguro. Tem pouca gordura e é fácil de desfiar para garantir que não sobrou nenhuma espinha.
  10. Corvina: Muito encontrada em feiras. É saborosa para o gato, mas atenção redobrada: possui espinhas muito duras e grandes que são perigosas.

.

Gato pode comer sardinha em lata?

Certamente, esse é um dos momentos de maior dúvida na cozinha. Você abre a lata para preparar um lanche e o seu gato fica desesperado pelo cheiro. No entanto, é preciso ter cuidado com o tipo de conserva.

O perigo do óleo e do molho de tomate. A sardinha em lata tradicional vem mergulhada em óleo vegetal ou molho de tomate temperado. Portanto, você nunca deve dar a sardinha com esse óleo, pois o excesso de gordura pode causar diarreia e até pancreatite no felino. O molho de tomate, por sua vez, costuma ter cebola e alho, que são tóxicos.

Como oferecer de forma segura. Se a sardinha for em óleo, você deve escorrer muito bem e, se possível, passar o peixe por uma água filtrada para retirar o excesso de gordura e sal antes de oferecer um pedacinho.

Todavia, a melhor opção para os pets é a sardinha em lata ao natural (em água). Essa versão possui menos sódio e não tem a gordura pesada do óleo vegetal, sendo um petisco muito mais saudável para o seu amiguinho.

Esqueça os temperos

Certamente, o sal, o alho e a cebola que usamos na nossa cozinha são venenosos para os felinos. Portanto, o petisco dele deve ser totalmente sem tempero.

Como preparar a comida natural

Para que o seu pet aproveite os benefícios, o preparo deve ser rigoroso. O peixe deve ser sempre cozido apenas em água ou grelhado em frigideira antiaderente sem uma gota de óleo. Todavia, se você quer montar uma refeição mais completa, pode adicionar alguns acompanhamentos permitidos.

O que posso misturar com o peixe?

Certamente, o peixe não deve ser oferecido sozinho se a ideia for substituir uma refeição ocasionalmente. Você pode utilizar:

  • Arroz branco: Deve ser cozido apenas em água, sem sal, óleo, alho ou cebola. Ele ajuda na saciedade e é de fácil digestão.
  • Abóbora ou moranga: Excelente para o trânsito intestinal e ajuda a eliminar bolas de pelo. Cozinhe até ficar bem macia.
  • Chuchu ou cenoura: São ótimas fontes de fibras e hidratação. Devem ser picados bem pequenos ou ralados.

Proporção correta

De acordo com o Dr. Marcos Vinícius Lemos, a base da alimentação do gato deve ser sempre a proteína animal. “A proporção ideal para um agrado caseiro é de cerca de 70% de peixe para 30% de acompanhamentos como o arroz e os legumes”, orienta o veterinário.

Lembre-se: nunca use temperos prontos ou caldos de carne industrializados, pois o nível de sódio é fatal para os rins dos felinos.

Dica de ouro do Dr. Marcos Lemos: “O peixe nunca deve substituir a ração principal, pois ele sozinho não tem todos os nutrientes que o gato precisa. Use-o como um agrado, no máximo duas vezes por semana”, recomenda o especialista em gastroenterologia.

Por MB.

Leia mais: Alimentação natural para gatos: o que saber

Leia mais: Seletividade alimentar dos gatos: como lidar

.