
A imaginação popular pinta os dinossauros como gigantes ferozes, mas a ciência nos mostra que a realidade é bem mais complexa. Um dos aspectos mais fascinantes e debatidos é a inteligência dos dinossauros. O tamanho do cérebro, especialmente em relação ao peso corporal, nos dá pistas importantes sobre as capacidades cognitivas dessas criaturas.
Então, quem era o Albert Einstein e quem era o tijolo da época? A resposta está em um conceito chamado de “Quociente de Encefalização” (QE), que compara o tamanho real do cérebro de um animal com o tamanho esperado para seu corpo. Quanto maior o QE, mais complexa a espécie é considerada. Afinal, nem todos os dinossauros foram feitos da mesma forma.
Os dinossauros “inteligentes”
No topo da lista de inteligência está o Troodon. Este pequeno terópode, que viveu no período Cretáceo (entre 77 e 66 milhões de anos atrás), tinha um cérebro excepcionalmente grande para seu corpo. Possuía uma visão binocular afiada e acredita-se que era um caçador noturno, o que exigiria um nível de esperteza bem superior ao de outros dinos.
Outro grupo considerado esperto eram os dromeossaurídeos, como o famoso Velociraptor. Vivendo também no Cretáceo, esses caçadores ágeis são conhecidos por possivelmente caçarem em bandos, uma estratégia que requer comunicação e coordenação complexa. Como disse o paleontólogo Dr. Stephen Brusatte, da Universidade de Edimburgo, na Escócia:
“Os dinossauros não eram todos estúpidos. Eles eram animais inteligentes e adaptáveis. Pequenos predadores como o Velociraptor tinham cérebros relativamente grandes, talvez por causa das exigências da caça em grupo.”
Dinossauros de inteligência média
No meio do caminho, temos os gigantes que não eram gênios, mas também não podem ser chamados de “burros”. O Tiranossauro Rex, por exemplo, tinha um cérebro grande, embora o QE não fosse tão alto quanto o do Troodon. Entretanto, seu cérebro era otimizado para os sentidos, especialmente o olfato. Isso sugere uma inteligência focada em localizar presas e em estratégias de caça.
Além disso, os hadrossauros, como o Parasaurolophus do Cretáceo, tinham um tipo diferente de esperteza. Suas cristas elaboradas eram usadas para produzir sons para comunicação em grupo. O comportamento social de viver em manadas e a capacidade de se comunicar por meio de vocalizações complexas são indicadores de uma inteligência social avançada.

E os “menos inteligentes”?
Se o Troodon era o gênio, o título de “menos esperto” provavelmente vai para o Stegossaurus. Este gigante herbívoro do período Jurássico (entre 155 e 145 milhões de anos atrás) tinha um cérebro do tamanho de uma noz, com cerca de 80 gramas, em um corpo que pesava mais de 2 toneladas. De fato, seu cérebro era tão pequeno que por muito tempo os cientistas especularam, erroneamente, que ele teria um “segundo cérebro” localizado na cauda para controlar as patas traseiras.
Não foram apenas os estegossauros. Os grandes saurópodes, como o imponente Apatossauro do período Jurássico, tinham cérebros minúsculos em comparação com seus corpos colossais. É provável que sua vida não exigisse um alto nível de inteligência, já que seu tamanho gigantesco era sua principal forma de defesa. A sobrevivência deles dependia mais do tamanho e do poder do que de estratégias complexas.
Por MB.
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