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Como limpar as dobras do cão

Pessoa realizando a limpeza de dobras em cães da raça buldogue francês usando gaze e solução higiênica.
A higiene correta das dobras evita fungos e mau cheiro. Imagem: IA/Chatgpt

A limpeza de dobras em cães (Canis lupus familiaris) é uma necessidade vital para raças braquicefálicas, que possuem o focinho “achatado” e o crânio encurtado. Essa anatomia peculiar gera um excesso de pele que se sobrepõe, criando as famosas pregas cutâneas em regiões como o rosto, cauda e pescoço. Raças como o buldogue francês, pug, buldogue inglês, shar-pei, shih tzu e até o pequinês sofrem com o acúmulo de umidade, calor e detritos nessas fendas. Certamente, esse ambiente escuro e abafado é o cenário ideal para a proliferação de fungos e bactérias, que causam desde mau cheiro até dermatites severas.

De acordo com o médico veterinário Renato Mesquita, a higienização não é apenas estética, mas preventiva. “A pele dentro das dobras é extremamente sensível e, sem a ventilação adequada, as secreções naturais do corpo se tornam corrosivas, causando assaduras e feridas escondidas”, explica o especialista. Portanto, negligenciar essa rotina pode levar o animal a quadros de dor intensa e coceira incessante. Além disso, o tutor precisa estar atento à coloração da pele nessas áreas, já que a vermelhidão costuma ser o primeiro sinal de alerta para uma inflamação instalada.

Riscos da falta de higiene

Quando a sujeira se acumula, o primeiro sinal é o mau cheiro característico, muitas vezes confundido com o “cheiro de cachorro” comum. No entanto, esse odor forte geralmente indica a presença de leveduras (fungos) que se alimentam da queratina e do sebo da pele. Se a limpeza não for feita, o pet pode desenvolver a intertrigo, uma inflamação bacteriana que causa crostas, pus e muita dor. Por isso, a observação diária é fundamental para evitar que um pequeno incômodo se transforme em uma infecção generalizada.

Passo a passo da limpeza

Para realizar a limpeza de forma segura, você deve utilizar materiais suaves que não agridam a barreira cutânea do animal. Primeiramente, escolha um disco de algodão ou uma gaze macia embebida em solução de limpeza específica para cães ou soro fisiológico morno. Passe o material delicadamente entre cada dobra, removendo toda a secreção amarronzada ou detritos acumulados. É fundamental não esfregar com força, pois a pele dessas regiões é muito fina e rompe com facilidade.

Após a remoção da sujeira, a etapa mais importante é a secagem total da área. Conforme orienta o Dr. Renato Mesquita, “a umidade residual é o que faz os fungos voltarem com força total”. Use um lenço de papel ou uma toalha de microfibra bem seca para garantir que não reste nenhum traço de líquido entre as pregas. Em casos de irritação leve, o uso de pomadas barreira ou pós secantes indicados pelo veterinário pode ajudar a manter a região protegida por mais tempo.

Dicas para o dia a dia

Manter as pregas cutâneas saudáveis exige constância e o uso de produtos de alta performance. Certamente, criar um protocolo de higiene desde filhote facilita o manejo e evita que o animal desenvolva aversão ao toque. Além disso, a escolha correta dos materiais é o que separa uma limpeza superficial de um tratamento preventivo eficaz.

Confira as melhores práticas para uma rotina de higiene de luxo:

  • Frequência estratégica: Realize a higienização pelo menos três vezes por semana. Em épocas de calor intenso ou após passeios em locais com poeira, a limpeza deve ser diária para evitar a fermentação de resíduos orgânicos.
  • Lenços umedecidos antissépticos: Utilize lenços específicos para pets que contenham clorexidina ou fitoesfingosina. Esses componentes ajudam a controlar a carga bacteriana e fúngica sem agredir a microbiota natural da pele.
  • Soluções de limpeza micelar: Para as dobras do rosto, prefira águas micelares veterinárias. Elas removem a oleosidade e as secreções oculares (que escorrem para as dobras) de forma suave, sem causar ardência nos olhos sensíveis dos braquicefálicos.
  • Pós secantes e pomadas barreira: Após a secagem total, você pode aplicar uma fina camada de pó antisséptico ou pomadas à base de óxido de zinco e vitamina A. Certamente, esses produtos criam uma barreira física que impede que a umidade da própria pele cause novas assaduras.
  • Cuidado com a alimentação: Rações ricas em Ômega 3 e 6 fortalecem a barreira cutânea de dentro para fora. Muitas vezes, o excesso de secreção nas dobras é um sinal de sensibilidade alimentar ou alergia ambiental (atopia).
  • Higiene após as refeições: Cães de focinho curto costumam “sujar” as dobras do rosto ao comer. Limpar a área imediatamente após a alimentação evita que restos de comida fiquem presos, o que atrairia bactérias indesejadas.

Ao notar qualquer sinal de ferida aberta, secreção com sangue ou se o cão demonstrar muita dor ao toque, suspenda a limpeza caseira. Nesses casos, o quadro pode ter evoluído para uma infecção profunda que exige o uso de antibióticos e antifúngicos prescritos pelo médico veterinário.

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