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Cientistas filmam lula bizarra com “cotovelos” nas profundezas do oceano

Lula bizarra Magnapinna com tentáculos longos e dobrados no fundo do mar
Lula Magnapinna filmada em profundidades abissais.
Crédito: Reprodução/Centro de Pesquisa de Mar Profundo Minderoo-UWA

Recentemente, pesquisadores ficaram boquiabertos com imagens capturadas por um veículo subaquático operado remotamente (ROV). Uma lula bizarra da espécie Magnapinna foi avistada em uma zona abissal, exibindo seus característicos tentáculos dobrados que lembram cotovelos humanos. Além de ser um evento extremamente raro, o registro oferece detalhes inéditos sobre como esse animal se comporta em um ambiente de pressão extrema.

O mistério da lula Magnapinna

A lula-de-barbatanas-grandes, como é popularmente conhecida, pertence a um dos gêneros mais misteriosos do oceano. Esta lula bizarra possui barbatanas enormes em relação ao seu corpo e tentáculos que podem atingir impressionantes 8 metros de comprimento. O que mais chama a atenção dos biólogos são as articulações em seus membros, permitindo que ela flutue com os tentáculos estendidos para baixo, formando ângulos retos.

Onde a descoberta aconteceu

A expedição foi conduzida por cientistas da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) e por equipes de exploração no Golfo do México. O avistamento ocorreu a cerca de 3.000 metros de profundidade, uma área conhecida como “zona da meia-noite”, onde a escuridão é total. Certamente, a tecnologia de câmeras de alta resolução foi essencial para capturar o movimento fluido desta lula bizarra em seu habitat natural.

O que dizem os especialistas

De acordo com os cientistas que operavam o ROV, a visão do animal é hipnotizante. Como explicou o zoólogo marinho Mike Vecchione, do Museu Nacional de História Natural do Smithsonian, registros dessa espécie são valiosos porque “elas são muito diferentes de qualquer outra lula que conhecemos”. Segundo ele, a forma como essa lula bizarra se posiciona sugere uma estratégia de alimentação passiva, como se estivesse usando seus longos fios para “varrer” o fundo do mar em busca de presas.

Um ecossistema ainda inexplorado

Inegavelmente, cada encontro com a Magnapinna reforça o quanto o oceano profundo ainda é um território desconhecido. Por mais que a tecnologia avance, estima-se que conheçamos menos de 10% da vida no fundo do mar. Por isso, a presença desta lula bizarra serve como um lembrete da importância da preservação dos oceanos e do investimento em ciência para desvendar os segredos da Terra.

Por MB, com informações de: NOAA Ocean Exploration, Smithsonian Institution e Science Alert.

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