
Imagem: IA ChatGPT
Com a chegada do calor em janeiro, é muito comum o aumento de insetos como abelhas, formigas e moscas devido às frutas da estação. Consequentemente, nossos cães e gatos, que são naturalmente curiosos, acabam sendo picados ao tentarem caçar esses visitantes. Se o seu pet foi picado agora, a primeira regra é manter a calma para não deixar o animal ainda mais agitado, facilitando a observação dos sinais.
Além disso, é fundamental entender que uma simples picada de inseto em pets pode variar de um leve incômodo a uma emergência grave. O tempo de reação do tutor faz toda a diferença para evitar complicações alérgicas. Por isso, saber identificar os sintomas e aplicar os primeiros socorros corretamente é o melhor caminho para garantir o bem-estar do seu melhor amigo durante o verão.
Grupos de risco e braquicefálicos
De fato, alguns animais são muito mais sensíveis às picadas do que outros. Cães de focinho curto, os chamados braquicefálicos (como pugs, bulldogs e shih tzus), correm um risco dobrado. Isso ocorre porque qualquer inchaço na região da face ou garganta pode obstruir rapidamente as vias respiratórias, que já são estreitas por natureza, levando à asfixia em pouco tempo.
Da mesma forma, filhotes, animais idosos ou pets que já possuem histórico de alergias devem ser monitorados com atenção redobrada. Nesses casos, uma única picada de formiga pode desencadear uma resposta inflamatória muito mais agressiva do que em um animal jovem e saudável de porte grande.
Como identificar a picada
Primeiramente, é importante observar o comportamento do animal. Em cachorros, o sinal mais evidente costuma ser o focinho inchado, olhos volumosos ou o ato de mancar repentinamente. Por outro lado, os gatos tendem a ser mais discretos, mas você pode notar uma lambedura excessiva em um ponto específico da pata ou corpo.
O médico veterinário Dr. Antônio Carlos Almeida alerta para a rapidez dos sintomas: “Muitas vezes, a reação alérgica não aparece no local da picada, mas sim como um inchaço generalizado na face ou urticárias pelo corpo, o que exige atenção imediata do tutor”.
Diferenças entre os insetos
Logo após o incidente, tente identificar qual inseto causou o problema, pois o cuidado pode mudar:
- Abelhas: São as únicas que deixam o ferrão. Se for uma picada isolada, raspe com um cartão. No entanto, em caso de ataque por enxame, a prioridade é tirar o animal da área o mais rápido possível.
- O que fazer em um ataque: Não tente tirar os ferrões um por um no local do ataque. Cubra o pet (e você) com um cobertor, toalha grossa ou jaqueta para interromper as picadas e corra para um local fechado.
- Dica de segurança: Se não tiver pano, use o que tiver à mão para proteger o rosto e as vias respiratórias do pet enquanto o carrega para longe. Nunca pule na água com o pet, pois as abelhas ficam esperando vocês voltarem à superfície para respirar.
- Vespas e marimbondos: Não deixam o ferrão e podem picar várias vezes o mesmo animal, o que aumenta muito o risco de uma reação alérgica severa.
- Formigas: A dor costuma ser localizada e o inchaço menor. No entanto, se o pet pisar em um formigueiro e sofrer múltiplas picadas, o quadro pode se tornar grave rapidamente.
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O perigo dos mosquitos e a dirofilaria
Além dos insetos que causam dor imediata, não podemos esquecer dos mosquitos, como o Aedes e o Culex (pernilongo comum). Eles podem transmitir a dirofilaria, conhecida como o “verme do coração”. Essa doença ocorre quando o mosquito pica um animal infectado e carrega as larvas para o próximo pet. É uma enfermidade grave, silenciosa e muito comum em regiões de praia e calor intenso.
Para evitar esse problema, o tutor deve buscar métodos combinados de prevenção. Isso inclui o uso de repelentes específicos para pets (coleiras ou pipetas), mas principalmente o uso de medicamentos orais mensais ou a vacina injetável anual, que protege o organismo caso o mosquito consiga picar. É fundamental consultar o veterinário para testar o animal anualmente e garantir que a proteção está sendo eficaz.
Quando ir ao veterinário e o que fazer em emergências
Todavia, existem situações que exigem atendimento médico imediato. Se você notar que o inchaço está se espalhando para o pescoço ou se o pet apresentar dificuldade para respirar, corra para a emergência. Segundo o Dr. Antônio Carlos Almeida, o risco maior está no choque anafilático: “Vômitos, fraqueza intensa ou gengivas pálidas logo após o incidente são sinais de que o sistema circulatório está sendo comprometido“.
No entanto, se você estiver em um local remoto ou sem acesso imediato a uma clínica, algumas medidas de suporte podem ajudar:
- Compressas frias: Use gelo envolto em um pano no local por 15 minutos para retardar a absorção do veneno.
- Vias aéreas: Mantenha a cabeça do pet elevada e retire coleiras que possam apertar o pescoço.
- Teleatendimento: Tente contato por telefone com um veterinário para orientações sobre dosagens de emergência de remédios que o pet já tenha usado.
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É fundamental ressaltar que se o pet apresentar desmaio ou língua roxa, o esforço deve ser total para levá-lo a um pronto-socorro, pois apenas medicações injetáveis podem reverter o quadro. Nunca tente remédios caseiros como vinagre ou pasta de dente. Na dúvida, o tempo é o fator mais precioso.
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