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Dinossauro carnívoro: cientistas estimam que tenham existido 2,5 milhões de T-Rex

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O T-Rex tinha cerca 12 ou 13 metros de comprimento (da cauda a cabeça), ou seja, maior que um busão! Foto: Pixabay

Se um Tyrannosaurus rex – um dinossauro carnívoro do tamanho de um ônibus (ou até bem mais que isso) que andava na Terra no período Cretácico – já parece impressionante, como seria se existissem 2.500 milhões deles? Na última quinta-feira, uma equipe de cientistas de revelou o primeiro cálculo da população de T-rex durante os 2,4 milhões de anos que esta espécie habitou o Oeste da América do Norte durante o crepúsculo da era dos dinossauros.

Para este estudo foram considerados fatores como a dimensão da sua área geográfica, a sua massa corporal, o padrão de crescimento, a idade da maturidade sexual, a expectativa de vida, a duração de uma única geração e o tempo total que os T-rex viveram antes da extinção dos dinossauros há 66 milhões de anos. Também foi considerada a lei de Damuth, que liga a população à massa corporal: quanto maior o animal, menos são os indivíduos.

A análise estima que existiram cerca de 2500 milhões de T-rex, incluindo aproximadamente 20 mil adultos vivos ao mesmo tempo. Foram encontrados fósseis de mais de 40 T-rex desde que esse dinossauro foi descrito pela primeira vez em 1905, o que forneceu informações valiosas sobre essa “fera” que entrou no imaginário popular.

“Porque ele é icónico?”, questiona o paleontólogo Charles Marshall, que liderou o estudo agora publicado na revista científica “Science”. “Era um grande assassino com dentes enormes, que nem sonharíamos que tivesse existido se não tivéssemos um registo fóssil. Era como o Godzilla, mas real. Acho que gostamos de nos sentir pequenos e o T-rex nos fazia sentir pequenos e vulneráveis.”

O T-rex está entre os maiores dinossauros carnívoros. Tinha um crânio de 1,5 metros de comprimento, grandes e musculosas mandíbulas com uma força capaz de esmagar ossos, uma boca cheia de dentes serrilhados do tamanho de bananas, um apurado sentido de olfato, pernas fortes e braços frágeis com mãos com apenas dois dedos.

Nas estimativas do novo estudo foi considerado um peso médio de 5,2 toneladas para um T-rex, uma expectativa de vida média de 28 anos, o tempo de uma geração de 19 anos, o número total de gerações da espécie em cerca de 125 mil e uma abrangência geográfica de 2,3 milhões de quilómetros quadrados. A equipe calculou que a densidade média de uma população fosse de um T-rex por 100 quilômetros quadrados.

Embora as incertezas nas estimativas sejam muitas e algumas das suposições possam ser contestadas por outros paleontólogos, o estudo é um esforço válido para aumentar o conhecimento desse famoso dinossauro, considera Charles Marshall, diretor do Museu de Paleontologia da Universidade da Califórnia. O paleontólogo adianta que a fórmula usada neste estudo pode ser aplicada em outros animais extintos.

Ashley Poust, paleontólogo do Museu de História Natural de San Diego, nos Estados Unidos, e também autor do estudo, diz que, embora 2.500 milhões seja muito, esse número representa apenas um terço da atual população humana na Terra. “[Os T-rex] deveriam ter de se encontrar, possivelmente, a longas distâncias para acasalar, ou talvez para cuidar das suas crias”, refere o paleontólogo. “Os números podem parecer elevados, mas acho que os vejo como uma janela para as suas vidas.”

Fósseis do T-rex já foram descobertos nas províncias canadenses de Alberta e Saskatchewan e nos estados norte-americanos de Montana, Wyoming, Dakota do Sul, Dakota do Norte, Utah, Colorado, Novo México e Texas. O T-rex extinguiu-se quando um asteroide atingiu o México e exterminou três quartos das espécies da Terra. O maior T-rex que se conhece é talvez um exemplar chamado “Sue”, que está no Museu Field, em Chicago. Media 12,3 metros de comprimento, pesava nove toneladas e viveu cerca de 33 anos.

Fonte: Publico.pt