Search

Anuncie

(21) 98462-3212

Em disputa por território, cervos do Pantanal travam as galhas e morrem afogados em rio

Corpos dos animais boiando no rio Salobra, no Pantanal.
Foto: Reprodução/Gerson Prata/Arquivo Pessoal

Um dos locais mais preservados de Mato Grosso do Sul, o Rio Salobra é refúgio de espécies de diferentes biomas. É também por onde atravessam rios cristalinos. E foi neste local que há 3 dias cervos do Pantanal foram encontrados mortos, boiando e com as galhas entrelaçadas.

O flagra foi feito pelo advogado Valtemir Mendes, de 59 anos, que estava em um passeio acompanhado da esposa e do proprietário da fazenda, Gerson Prata, de 65 anos.

Segundo especialistas da Polícia Militar Ambiental (PMA) e do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), os animais morreram durante disputa por território.

“Ali é uma região onde é possível ver os cervos, mas desta forma eu nunca tinha visto nada parecido. Nós comunicamos a PMA [Polícia Militar Ambiental] e eles explicaram que seria uma disputa por território. É uma imagem muito significativa”, afirmou Valtemir ao portal “G1”.

Vivendo na região há 20 anos, Gerson também disse que nunca tinha visto os animais desta forma. “Eu rapidamente acionei a PMA e também avisei o pessoal da Imasul [Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul], já que eles têm um projeto no local. Eles desconfiaram de uma briga dos animais desde o início e depois, quando viram que os chifres estavam muito entrelaçados, constataram que eles morreram brigando”, explicou.

“Eles [animais] desceram cerca de 30 km, vieram com a correnteza. Gosto muito de animais e já tinha presenciado uma briga entre cervos na África, mas no seco, e não na água. É a natureza e suas belezas. Aqui é um rio de conservação ambiental, onde é proibido pescar, andar com trabalhas e peixe e até para o motor existem as regras”, completou.

O tenente-coronel Ednilson Queiroz, da PMA, afirmou que uma equipe esteve no local para avaliação.

“Eles provavelmente brigaram, acabaram entrelaçando as galhas e, desta forma, vem o cansaço, o estresse profundo e ali morreram afogados. Não há nenhum outro sinal de algo diferente no local e a água contribuiu para a morte. Como na natureza nada se perde, ocorre a cadeia alimentar e eles se transformam em alimento”, disse.

Fonte: G1