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IBGE: todos os estados perderam área florestal entre 2000 e 2018

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Dados da Pesquisa de Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra, divulgada na última quarta-feira (17) pelo IBGE, indicam que todos os estados brasileiros registraram perdas na vegetação florestal entre 2000 e 2018 e o único que terminou esse período com saldo positivo em flora campestre foi o Amazonas. A maior unidade da federação do país também encabeça a lista de preservação, com 91,71% do seu território composto de florestas, apesar da diminuição superior a 19 mil km² em 18 anos.

Os estados do Pará e do Mato Grosso foram os que mais perderam áreas naturais para a criação de gado, produção agrícola ou cultivo de árvores nos últimos 18 anos no Brasil. O primeiro é campeão em números absolutos, com perda de mais de 116 mil km² de vegetação florestal, o que equivale a quase 13.700 campos de futebol. 

Mato Grosso encabeça a lista proporcional, por ter perdido cerca de 17% de sua vegetação florestal e 9,72% da flora campestre. Em números absolutos, o estado também é o recordista na expansão de campos agrícolas e o segundo que mais ganhou áreas para a criação de animais, atrás apenas do Pará.

A região Nordeste é a que mais se diferencia no uso da terra, marcada pela expansão de áreas de mosaicos campestres, pequenos estabelecimentos rurais com múltiplos usos, que avançaram principalmente sobre a mata campestre, especialmente no Matopiba (região que engloba partes do Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins).

Na Região Sudeste, chama a atenção a área agrícola de São Paulo, que ocupava, em 2018, ao menos 40% do território do estado, a maior proporção do país. No Sul, a dinâmica também é marcada pelo avanço da silvicultura, além de áreas agrícolas. Em 2018, o Rio Grande do Sul possuía, ao mesmo tempo, a terceira maior área agrícola do país e o terceiro maior incremento nacional absoluto de área de silvicultura.

Por Agência Brasil.