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Inventário da fauna silvestre de São Paulo tem cerca de 1.300 espécies

As borboletas são o grupo que mais contribuiu para o aumento do número de espécies. Foto: Pixabay

São Paulo pode até ser conhecida como uma selva de pedra, mas o município conta com mais de 160 áreas verdes e cerca de 1.300 espécies de animais catalogadas. As borboletas são o grupo que mais contribuiu para o aumento do número de espécies registradas em São Paulo. 

Os dados foram fornecidos pelo pesquisador Gustavo Acácio. Ele conta que estuda as borboletas há mais de 30 anos, em locais como o parque Ibirapuera:

“A lista do Ibirapuera hoje está em 176 espécies. A lista que está lá na secretaria, está com 120, alguma coisa assim. E agora que atualização tem uma base digital, isso vai ser mais rápido. Porque antes quando você tinha que imprimir um livro, etc, só o tempo de produzir já dava uma defasagem”.

A observação de pássaros e borboletas feitas por amadores tem sido uma ferramenta importante para ajudar a catalogar as novas espécies, a partir de fotografias feitas com câmeras de celulares. É o que comenta a bióloga da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, Ana Elisa Magalhães: 

Ao mesmo tempo que esse cidadão contribui com esse conhecimento, ele também passa ter um pertencimento desse conhecimento. Ele se envolve. É uma forma de você envolver as pessoas com a causa do meio ambiente”.

A catalogação da fauna silvestre de São Paulo é um trabalho contínuo, que começou há mais de 30 anos, e o mapeamento das espécies ao longo do tempo é importante para o planejamento de ações de conservação, segundo a bióloga Ana Elisa Magalhães. 

“Essas informações vão ser utilizadas para você planejar uma cidade mais sustentável, uma cidade que comporta tanto população humana quanto a fauna silvestre”.

O Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres, que fica dentro do parque Anhanguera – o maior parque municipal da cidade de São Paulo -, atende animais vitimados, em situação de abandono e maus tratos. A coordenadora de Reabilitação do centro, Juliana Medeiros Russo, conta sobre o trabalho realizado no local: 

“Ele abriga diversas espécies. Muitas delas a gente acaba soltando aqui mesmo, porque a gente acaba proporcionando uma suplementação desses animais, que passaram pela reabilitação, pelo atendimento veterinário. A gente coloca comedouros para que esses primeiros dias desses animais sejam um pouco mais fáceis. E o inventario contempla essa área verde do parque Anhanguera”.

O Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres já atendeu mais de 100 mil animais, e as mais comuns estão relacionadas aos impactos do crescimento urbano, como atropelamentos e choques elétricos.

Fonte: Agência Brasil