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Pesquisadores conseguiram ensinar peixinhos-dourados a ‘conduzir um veículo’

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Peixinhos-dourados foram testados em experiência científica. Foto: Pixabay

Parece algo um tanto surreal, mas foi, de fato, uma séria experiência de comportamento animal realizada pela equipe de cientistas da Universidade Ben-Gurion do Negev, de Israel. Os pesquisadores tentavam perceber se as capacidades de navegação são universais ou se estão restringidas ao meio onde habita uma espécie. Eles então decidiram levar a pergunta ao extremo, testando a hipótese com peixinhos-dourados (Carassius auratus). Também conhecidos como kinguios ou peixe-japonês, esses peixes de água doce originários da Ásia estão entre os habitantes mais comuns em aquários.

A equipe colocou rodas debaixo de pequenos tanques com água, cada um com um peixinho-dourado. Os mini veículos foram equipados com sistemas de câmara que permitem que mudem de direção de acordo com os movimentos dos seus ocupantes.

Os resultados da experiência foram agora publicados na revista científica Behavioural Brain Research.

A fim de perceberem se os peixinhos-dourados estavam movimentando os veículos intencionalmente, ou apenas ao acaso, os pesquisadores colocaram um alvo claramente visível na parede em frente ao tanque. “Depois de alguns dias de treino, os peixes navegaram em direção ao alvo, onde os aguardava uma recompensa. Além disso, foram capazes de o fazer mesmo quando eram interrompidos no meio do caminho ao baterem em uma parede e não foram enganados por alvos falsos colocados pelos pesquisadores”, descrevem os cientistas no artigo.

Capacidade cognitiva

“O estudo sugere que a capacidade de navegação é universal em vez de ser específica de um determinado ambiente”, afirmou Sachar Givon, um dos autores do artigo científico.

“Em segundo lugar, mostra que os peixinhos-dourados têm a capacidade cognitiva para aprender uma tarefa complexa em um ambiente completamente diferente daquele em que evoluíram”, acrescentou o pesquisador. “Como sabe alguém que já tenha tentado aprender a guiar uma bicicleta ou um carro, isso ao princípio é desafiador”, concluiu.

Confira o vídeo:

Clique AQUI para ler o artigo completo em inglês publicado na Behavioural Brain Research

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