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Programa de Reflorestamento do Rio completa 35 anos com 186 Maracanãs de área recuperada; Forte de Copacabana recebe exposição para celebrar

A Praia da Reserva em 2002 (alto) e depois do reflorestamento, em 2019 (embaixo). Fotomontagem/Prefeitura do Rio

É um território tão importante que as comparações são necessariamente superlativas. O Programa de Reflorestamento da Cidade do Rio (Refloresta Rio) comemora 35 anos de existência tendo reflorestado uma área de 3.460 hectares, o que equivale a 186 estádios do Maracanã. Para comemorar o programa que passou por três secretarias e se consolidou como uma política consistente de estado, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente realiza, a partir de hoje até 5 de dezembro, uma exposição no Forte de Copacabana (de terça a domingo, das 10h às 18h).

Um levantamento da Secretaria aponta que foram 273 espécies plantadas em todo o Refloresta Rio, com 63 espécies em algum grau de ameaça de extinção, como a araticum (Annona dolabripetala), que só ocorre no Brasil. Desde novembro de 1986, já foram plantadas mais de 10 milhões de mudas. Mais de 15 mil trabalhadores já foram capacitados.

Alguns casos de recuperação de áreas antes degradadas chamam a atenção, como o do Morro da Babilônia, no Leme, e do Morro Santo, na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá. Há também recuperação de mangue, como no Jequiá (Ilha do Governador) e restinga, caso da Praia da Reserva, no Recreio. Atualmente, 301 mutirantes ganham bolsas da Secretaria para atuarem nas localidades.

“A comunidade fornece a mão de obra e a Secretaria faz o acompanhamento técnico, com o fornecimento de mudas, ferramentas e equipamentos de proteção individual (EPIs), além de pagar a bolsa aos participantes. É um projeto que nunca foi interrompido, algo muito relevante”, disse Luiz Lourenço, o Chacal, gerente de Reflorestamento da Secretaria de Meio Ambiente.

A história começou no final de 1986, com o programa Mutirão Reflorestamento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS).

“Um dos principais pontos de sucesso do processo foi envolvimento da mão-de-obra das comunidades carentes em parceria com o poder público”, lembrou o engenheiro florestal Rômulo Madeira, que acompanhou o primeiro plantio, no Morro São José Operário, na Praça Seca, que sofria com grandes problemas de deslizamento de terra: “As mudas vinham da antiga escola de horticultura Wencesláu Bello, que fica no bairro da Penha, na Avenida Brasil.”

Os plantios hoje são abastecidos por mudas que vêm de cinco viveiros mantidos pela Prefeitura: Fazenda Modelo, que fica em Guaratiba; Campo Grande; Vila Isabel; Grumari e Horto Rizzini, localizado na Barra da Tijuca. Neste ano de 2021, mais de 100 mil mudas já foram plantadas.

“É um programa referência para toda a América Latina. Da coleta das sementes a uma floresta densa, as conquistas só são possíveis pela seriedade e comprometimento de nossos servidores”, destacou o secretário municipal de Meio Ambiente, Eduardo Cavaliere.

Fonte: Prefeitura do Rio