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Projeto ‘Corredor caipira’ vai ligar fragmentos de florestas no Estado de São Paulo

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Trilha ecológica em Águas de São Pedro que fará parte do projeto de reflorestamento.
Foto: Rafael Bitencourt/Reprodução/Jornal da Usp

Minimizar os impactos da fragmentação florestal e do isolamento de espécies em diferentes municípios do interior paulista é a proposta do Corredor Caipira – Conectando Paisagens e Pessoas. O projeto vai implantar 45 hectares de florestas e agroflorestas – equivalente a 45 campos de futebol – e formar corredores agroecológicos que conectam importantes fragmentos florestais no Estado de São Paulo.

A iniciativa tem como coordenador geral Edson Vidal, professor de Manejo de Florestas Tropicais Nativas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP (Universidade de São Paulo), em Piracicaba. A iniciativa é coordenada pela Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq), ligada à USP, e conta com patrocínio da Petrobras. Serão atividades focadas na conservação da fauna e da flora no território que abrange, diretamente, Piracicaba, São Pedro, Águas de São Pedro, Santa Maria da Serra e Anhembi.

Outros 13 municípios serão beneficiados indiretamente, por meio do auxílio na definição de áreas prioritárias para restauração florestal, com intuito de melhorar a conectividade entre matas nativas. São eles: Avaré, Analândia, Bofete, Botucatu, Charqueada, Corumbataí, Guareí, Ipeúna, Itatinga, Itirapina, Pardinho, Rio Claro e Torre de Pedra.

Ao criar corredores ecológicos, que vão unir fragmentos florestais atualmente isolados, essas áreas representarão contínuos ambientais importantes para processos ecológicos, como polinização e dispersão de frutos e sementes.

De acordo com o engenheiro florestal Germano Chagas, um dos coordenadores técnicos, o processo de desmatamento tem levado à fragmentação florestal e ao isolamento das populações de espécies existentes entre esses fragmentos, especialmente na região de Piracicaba, marcada pelo cultivo da cana-de-açúcar. “Esse isolamento dificulta a mobilidade da fauna e, com isso, a preservação dessas espécies de animais é comprometida. É muito importante conservar a genética dessas espécies que sofrem com o processo de degradação ambiental e estão começando a sumir de nossas matas”, diz Chagas.

O projeto prevê ainda a conservação genética de 20 espécies florestais nativas por meio da implantação de um banco ativo de germoplasma. O nome é dado ao conjunto de material genético de uma espécie, transmitido de geração para geração. Utilizado para a conservação e o melhoramento genético de espécies vegetais e animais, o banco ativo de germoplasma é utilizado como um reservatório de genes em indivíduos vivos.

Por Rafael Bitencourt – Fealq/Jornal da Usp