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Rã de olhos vermelhos descoberta no Equador é batizada em homenagem à banda Led Zeppelin

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Rã de olhos vermelhos descoberta no Equador foi batizada como ‘Pristimantis ledzeppelin’.
Foto: David Brito-Zapata/Universidade San Francisco de Quito

Seus olhos vermelhos impactantes chamaram a atenção dos pesquisadores, que decidiram batizar de Led Zeppelin uma nova espécie de rã terrestre descoberta no Equador. A homenagem à banda de rock britânica também quer aproximar os anfíbios da população em geral.

A Pristimantis ledzeppelin pode medir entre 2,4 e 3,6 centímetros e foi descoberta pelos equatorianos David Brito-Zapata e Carolina Reyes, cientistas do Museu de Zoologia da Universidade San Francisco de Quito.
Eles capturaram três espécimes da rã entre 2016 e 2019, na comunidade de Rio Branco, província amazônica de Zamora Chinchipe, mas foi nesta semana que a pesquisa foi publicada na revista especializada “Neotropical Biodiversity”.

“Somos amantes do rock e dessa banda [Led Zeppelin] em particular”, disse Brito à AFP.
A banda dos britânicos Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham fez muito sucesso durante a década de 1970 com clássicos como “Stairway To Heaven” (1971) e “Whole Lotta Love” (1969).

Reyes, quem também assina a descoberta, afirmou que o nome “chamativo” tem o objetivo de promover a preservação da região dos Andes equatorianos, “tomando essa espécie como bandeira”.
A pesquisadora, que em seis anos de trabalho descreveu cerca de 20 espécies de anfíbios para a ciência, disse que essa foi a primeira vez que escolheram dar um nome que não se refere a algo relacionado à localidade ou ao Equador.

Corrida contra o tempo

Os exemplares de Pristimantis ledzeppelin chamaram primeiramente a atenção de Brito-Zapata, por seus olhos vermelhos.

Embora ele já tivesse visto rãs com essa característica, essa também tem cores e tamanho diferentes. A nova espécie apresenta manchas laranja, com tons de cobre e amarelas nas virilhas.

“É uma rã muito bonita, porque tem olhos vermelhos e seu padrão de coloração difere um pouco entre machos e fêmeas”, explicou o cientista. “É bastante atraente.”
Por enquanto, a espécie é considerada endêmica da Cordilheira do Condor, cadeia montanhosa situada ao leste do corpo principal dos Andes e com fauna e flora ricas.

Embora mais estudos devam ser feitos sobre a ecologia da espécie, a Pristimantis ledzeppelin é considerada ameaçada, pelo fato de atividades de pecuária, agricultura e mineração serem desenvolvidas em seu habitat.

“No Equador, temos muitas espécies para descrever. É uma corrida contra o tempo, pelas ameaças que elas enfrentam”, disse Reyes.

Fonte: G1